sábado, 17 de dezembro de 2011

Talentos e Emoção

Buda como tantos Avatares cansaram-se do mundo físico e quiseram conhecer o mundo de dentro,  refugiaram em uma montanha, uma mata ou qualquer outro lugar que os mantivesse longe dos estímulos do mundo físico habitado, para poder assim comungar com o mundo de dentro, conseguindo como resultado um estado de PAZ.
Enquanto a sós no silêncio meditativo estranharam ouvindo as perguntas do mundo de dentro:
-Quem sou eu?
-Quem é Deus?
-Quem é meu pai?
-Quem é minha mãe?
-O que é o mundo
-O que é essa perfeição da natureza?
-O que são minhas virtudes?
-O que são meus defeitos?
Estranharam-se, penitenciaram-se, expurgaram o que a essência ditava a eles, como sendo naquele momento, os desvios daquilo que objetivaram como sendo o BEM. Hoje à semelhança de BUDA vemos homens e mulheres dizendo:
-Que vontade tenho de abandonar tudo e ir para uma casinha no alto de uma montanha.
-Que vontade tenho de largar tudo e ir para a beira do mar. Estar a sós, não ter a prisão de horas escravizadoras, cultivar o físico e enobrecer a alma.
O arrombo que levou BUDA não é o mesmo que conduz o homem comum à busca de isolamento e do encontro com o que é eterno e imperecível. Igenuidade acreditarmos ser uma fraqueza,  buscar mudanças dos tempos e ir para o alto de uma montanha ou para a beira de um rio exige mais que um simples desejo. Pergunta-se.
-O que pode fazer o homem, para cultivar um estado de alma que chamamos de: "uma casa no alto da montanha ou na beira de um rio, ou do mar"?
Esse estado de alma tão precioso para o homem só é realizado quando tivermos perseverança no direcionamento dos pensamentos.
-Ah... os pensamentos?
Tirando os obstáculos, no cumprimento com aquilo chamado  responsabilidade, não se dando por vencido é possível, afinal não estamos fadados à dissociação do pensamento filosófico, da paz e da liberdade.
Na busca resta refletir e questionar: Será que o que doí é fechar o coração e a alma para os talentos que a vida em sua magia permitiu que se conquistasse no caminho? Acreditar que o que doí mais é ir apenas pela razão com o corpo mais exercitado nos dias de hoje? A resposta e o argumento principal e: toque o seu espírito alinhado com a sua mente.
Pense comigo, somos dotados de talentos que estão se atrofiando por falta de uso. Nosso olhar permanece prisioneiro das atitudes pobres, do feio e da dor e de vez em quando um pouco de alegria para não ficar doido.
Pense comigo, enquanto prisioneiros deste mecanismo de obstacularizar a exteriorização dos talentos, deixamos morrer a emoção.
Nos tornamos áridos, pensamos e não sentimos. Ficamos doloridos e doentes quando não nos permitimos  parar para apreciar o desabrochar de uma flor e sentir a emoção da natureza em sua construção diária.
Acredito que doí acostumar o aparelho auditivo a uma produção sonora que traz cada vez mais lesões para o corpo físico com perda para o talento que permite apreciar o silêncio, a música preferida, o canto de um pássaro ou o riso de uma criança.
Acredito que doí na alma e no coração equivocar sua mente, dotada de talentos para o paladar, desviar a vontade de uma fruta ou do alimento que a terra produz para revitalizar os gastos energéticos,  nos lançando descontroladamente na ingestão de produtos industrializados, porque é preciso ingerir para sufocar a emoção.
Quantas vezes nossas mãos dotadas de talentos para o labor na construção de trabalhos manuais, de arte e profissionais com beleza que satisfaz o prazer estético e são comandadas pela mente racional que insiste em destiná-las a movimentos sem emoção. Terminam com dores e artrites prematuras.
As cordas vocais, tão bem trabalhadas, um talento maravilhoso da criação destinadas a cantar, sorrir, gargalhar, ninar e falar, permitimos e deixamos morrer em nossos lábios os sons de palavras desgastadas pelo uso, impedidos de exteriorizar palavras do coração, cheias de emoções e calor humano.
O que dizer então dos nossos pés? Tão cansados de trilhar, todos os dias, a mesma rota, só que nesta rota perdemos a emoção porque estamos com pressa.
Convenhamos, na excessiva razão, os talentos estão potenciais, porém mau administrados.
Sem a emoção o viver perde o encanto, sem o estímulos dos talentos, nossa mente cansa, confundimos os caminhos e não construímos o mundo feliz.
Não enterremos os talentos sobrepujando-os pelo exercício da razão magnicista, planejada, fabricada e imposta pelo nosso meio. Vamos usar a razão para dar pelo menos uma chance aos nossos sentidos e morar, mesmo sem mudança física, na "casa no alto de uma montanha, a beira mar ou a beira de um riacho".
Fortaleçamos o nosso campo emocional capaz de condicionar e redirecionar os nosso sentidos, dentro do equilíbrio e do exercício de nossos corpos.
Não deixemos morrer em nosso lábios as palavras de amor ou o canto de ninar.
Não deixemos que os nosso olhos percam a chance de propiciar a visão da beleza inspiradora da luz.
Não permitamos que nossos ouvidos enfraqueçam no seu potencial, tirando-lhes a oportunidade de ouvir os sons ou silencia-los com a emoção.
Não consintamos que nossas mãos desgovernadas pelo uso e exercício da razão cansada, impeçam que a emoção direcione gestos que nos tragam  a paz e a beleza da construção da  arte .
Finalmente não quedemos em passos desorientados pela razão equivoquem-se na escolha da estrada, mas fortalecidos pela pela emoção sigam em frente pela eternidade com a certeza de que fizemos o melhor.
Quantas perguntas deixamos de fazer ou se as fizermos não queremos ouvir as respostas?
Vibremos nos tons de cada instante desta experiência, não percamos nenhum detalhe, a vida não tem repetição ou video no YOU TUBE para acessar um repeteco.
AMOR!!! Todos estamos sofrendo da perda dos talentos que integra e a emoção que permite sentir a poesia, encantar e assim poder das graças a VIDA.
Não falamos da emoção destrambelhada, apaixonada e obsessiva, esta é maléfica, falamos da emoção capaz de tocar a alma, ela é que esta em baixa, ela é que esta deficitária.
Investindo na emoção verdadeira chagaremos a produzir a PAZ.
PAZ PARA TODOS NÓS
Alan/Lina - Mensagem recebida em 10.09.1996











  

quarta-feira, 9 de novembro de 2011

Sentimentos, fragmentos de dor.( alguns casos).

1. Alguém que amo em doença degenerativa.

-Meu intelecto e meus afetos não reconhecem mais o corpo que antes concretizavam as ações entre o pensar e o fazer. Filosoficamente, é como se eu estivesse vivendo a separação do espírito e da matéria. O reencontro dá-se no riso e no choro, quem sabe por meu corpo ainda ter autonomia para viabilizar tais emoções. São três anos de angústia, desespero e tristeza indescritíveis. Entretanto, sempre acreditei que o ser humano possui possibilidades de reinventar a vida em quaisquer circunstâncias. E essa crença me faz sentir que apenas "quebrei as asas" e terei de aprender a alçar outros e novos vôos.

2. Alguém que amo em dieta (ameaças de diabetes).

-Abro a geladeira, meu paladar anseia pelo doce de uma barra de chocolate (adoro Prestígio). Sugo a saliva, a língua tropeça no canino, soluça entre os molares, meu estômago arrota o almoço e minhas mãos apertam a porta como se empunhassem o gatilho de uma arma letal.  Pego um limão, aliso sua casca rugosa, aperto com mais força e com coragem assumo minhas necessidades de conter o sonho de passear entre nuvens de algodão doce. Vou aprender a saborear outras doçuras da vida, filtrar minhas vontades entre folhas de alfaces tenras, grelhados crocantes e néctar de frutas, sem exagerar, é claro. E o mais importante, me relacionar com pessoas de bom humor, que sejam doces diante da vida.

3. Alguém que amo e foi traída pelo seu parceiro.

-Descubro a traição aos vinte e oito anos, tinha acabado de parir meu segundo filho e diante de um corpo ainda deformado pela recente gravidez acabei desculpando a traição por sentir que estava menos atraente, assim continuei, como se nada tivesse acontecido. Meu corpo foi recuperando as formas pelo tempo generoso, mas a alma se retraiu para um canto escuro, perdi o interesse por tudo. Distanciei do movimento natural da família, virei um robot, comecei a desviar o intelecto apenas para os assuntos domésticos e com algum esforço participava do convívio social. O tempo marcou a juventude e o meu olhar vazio e já sem lágrimas acabou ativando o falar constante, o eterno reclamar. Virei uma chata, contaminada socialmente e acolhida por aqueles que tentavam ajudar, sem sucesso. A mágoa virou uma forma bruta em meu coração. Um dia a dor escapou, se exibindo no espelho, num rosto enrugado e os nos cabelos grisalhos. Repensei, tenho que virar o jogo, tenho que  aprender a viver com os presente que a vida me deu: o sorriso do neto, a faceirice da querida neta, o abraço cansado da minha velha mãe e claro a esperança e a paciência, sempre presentes nos corações de meus filhos queridos.
A saudade de meu companheiro, falecido, apesar da traição, foi o provedor das alegrias da virada deste jogo da vida. Hoje consigo até sentir uma forma de gratidão amorosa por ele.

4. Alguém num sonho perfeito e não concretizado.

Planejei tudo à perfeição, após a faculdade abriria meu escritório e me dedicaria a causas humanitárias. Como num filme me vi mentalmente pregando uma linda placa acima da porta de um escritório.

Dra. X XXXXXXXX
Advogada especialista
  Leis do Trabalho

Roupas sofisticadas, entrando e saindo de tribunais, carregando uma bolsa maravilhosa, carro próprio e muito luxo.
Agora aqui estou abrindo uma comida congelada, morta de fome, tenho que pegar um plantão daqui a meia hora. Sou balconista de uma farmácia, com atendimento 24 horas, ando de metrô, carrego uma enorme bolsa, cheia de biju, que faço como bico para aumentar o meu orçamento. O que deu errado?
Distração, muita festa, notas abaixo da média, preguiça, rebeldia no momento exato de atravessar a ponte entre a adolescência e a maturidade e o maior defeito, surdez crônica para os conselhos dos meus pais. Sinceramente, vou tentar, para o próximo ANO, terei coragem de fazer o esforço e as mudanças necessárias.

5- Uma gravidez inoportuna e interrompida.
Sinto dores por todo o corpo, medo, insônia e a mente que não descansa depois de um dia de trabalho, onde tento esquecer do meu desespero, passo o dia trabalhando loucamente, arranjando programas para apos o expediente, mas o dia termina, estou só. Tenho que conseguir dormir, afinal começo logo cedo a distribuir sorrisos no trabalho de atendente em uma clínica de repouso para idosos. Ouço durante o dia todos se queixando da saudade de um tempo juvenil. Quando jovens jamais imaginaram um dia ter que deixar o conforto de seus lares para viverem em um lugar tão triste. Tento animá-los com afeto e delicadezas próprias de um ente da família, mas não sou a filha querida, sou apenas uma amiga que profissionalmente os ajuda, melhorando seus dias com respostas decoradas no treinamento que recebi por semanas.
Estou só e é claro que meu coração chora me sinto culpada desta situação, quando fiz escolhas que desviaram da minha vida a oportunidade de ter um filho, ou filha que motivasse meus dias e enriquecessem minha alma de afeto, amor e o calor de um ser que incondicionalmente traria alegria aos meus dias. Hoje apenas ficou a insônia e a sensação e dor eterna.











segunda-feira, 31 de outubro de 2011

Verdade

Homenagem a Carlos Drummond de Andrade.

... A porta da verdade estava aberta,
mas só deixava passar
meia pessoa de cada vez.

Assim não era possível atingir toda a verdade,
porque a meia pessoa que entrava
só trazia o perfil de meia verdade.
E sua segunda metade
voltava igualmente com meio perfil.
E os meios perfis não coincidiam.

Arrebentaram a porta. Derrubaram a porta.
Chegaram ao lugar luminoso
onde a verdade esplendia seus fogos.
Era dividida em metades
diferentes uma da outra.

Chegou-se a discutir qual a metade mais bela.
Nenhuma das duas era totalmente bela.
E carecia optar. Cada um optou conforme
seu capricho, sua ilusão, sua miopia.
 

quarta-feira, 19 de outubro de 2011

PACIÊNCIA I (descobrindo a beleza na música)

Até quando o corpo pede
Um pouco mais de alma
A alma que necessita de paciência tem anos incontáveis mas vestindo um corpo com 83 anos que perdeu a força necessária para se sustentar no mundo que pede pressa.
Deixo minha querida mãe esperando o abraço.
Hoje ainda não dei esse tempo, darei amanhã, será?!!! Tempo para perceber
Passamos nosso dia na mesma casa, ela sempre deixando o espaço para a vida que nos acelera. Não exige nada!
Sei as suas dores, o corpo purga anos de um trabalho forçado, realizando aquilo que era seu compromisso de vida.
Ganhar o sustento para educar as duas filhas, sozinha.
Ouvi de uma amiga que estamos na idade de sintonizarmos com a evidência dos anos que se avolumam em nossa pele. Também teremos a necessidade de ter alguém que fará o mesmo papel de cuidar.
O que significa esse cuidar. Sem amor o cuidar desta relação cai no vazio. Podemos dar a comida, sem alimentar.
Dar remédio tira a dor, mas não cura.
Vestir sem embelezar.
Conversar sem prestar atenção aos sentimentos que fluem na lembrança carinhosa de um tempo feliz.
Viver sem vida.
Nosso anciões estão suplicando um pouco de vida e não prestamos atenção pois estamos cansados da correria do nosso dia. Evidente que a vida não para. É o nosso mal.
Enquanto o tempo
Acelera e pede pressa
Vou enganando....
Eu me recuso faço hora
Vou na valsa
A vida é tão rara...
Sei que só precisamos um tempo, respirar fundo o nos adaptarmos a realidade do dia
Temos amor para dar, portanto, atendamos as necessidades de nosso grande amor
MÃE.
Possivelmente teremos que verter lágrimas
Enquanto todo mundo
Espera a cura do mal
E a loucura finge
Que isso tudo é normal
Eu finjo ter paciência...
O mundo vai girando
Cada vez mais veloz
A gente espera do mundo
E o mundo espera de nós
Um pouco mais de paciência...
Será que é tempo
Que lhe falta para perceber?
Será que temos esse tempo
Para perder?
E quem quer saber?
A vida é tão rara
Tão rara...
Mesmo quando tudo pede
Um pouco mais de calma
Até quando o corpo pede
Um pouco mais de alma
Eu sei, a vida não para
A vida não para não...
Será que é tempo
Que lhe falta para perceber?
Será que temos esse tempo
Para perder?
E quem quer saber?
A vida é tão rara
Tão rara...
Mesmo quando tudo pede
Um pouco mais de calma
Até quando o corpo pede
Um pouco mais de alma
Eu sei, a vida não para
A vida não para...
A vida não para...

(Lenine)

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PACIÊNCIA II

Família, um grupo de pessoas reunidas pela lei da vida que se permitem conviver como se o amor fosse uma obrigação. Será?
Construímos um ninho de amor, filhos, pais, amigos. Nos abraçamos, enlaçados num projeto de felicidade e até conseguimos construir nosso mundo cor de rosa, caminhando de mãos dadas .

O tempo é o remédio para a harmonização de nossas tristezas, mal entendidos e mágoas. Ontem quase chorei ao ouvir acusações desagradáveis, palavras que machucaram o meu coração, proferidas por uma pessoa  que amo. O quase chorei, tirou-me o sono, fez doer meu estômago e criou em minha mente mil projetos de vingança. Humana, tentei de todas as formas colocar um distanciamento numa convivência cheia de agressões gratuitas.

Impossível distanciar, o amor incondicional que nutrimos é um remédio eficaz contra qualquer mágoa que se possa ter por um familiar.

Deus ao nos enviar o seu filho com as orientações sobre o amor, abriu a porta da paciência e cá estamos a praticar a Lei do Amor, refazendo rotas, vamos nos aproximando, retirando sensações, enfim nos espelhando nos infortúnios do mundo para agradecer o aprendizado do "Não Julgar", e não julgando nada temos a PERDOAR.

A porta da paciência é larga e nela podemos passar com todas as nossas mágoas, deixa-las ao relento para o tempo nos prover de atitudes mais positivas, nos protegendo dos arrependimentos.

Continuamos fortalecidos para reverenciar o amanhecer, vivos neste plano e em condições de nos aproximar um pouco mais da PAZ.
.

terça-feira, 11 de outubro de 2011

O caminho da maturidade.

Cada vez mais fico entulhada de assuntos e lembranças desconectada com a proposta do nosso mundo atual.
Penso ter um acervo de lembranças felizes: os acontecimentos, pessoas, atividades e amores. Tudo passou e na saudade meu prisma é de tristeza, pois gostaria de reviver aqueles momentos para sempre.

No espicha e encolhe das lembranças, me sinto incapacitada para refazer o roteiro da felicidade. Minha percepção do mundo esta diferente ou eu mudei? Claro que sofri as consequências de uma vida inteira de atividades múltiplas e agora busco o caminho de volta, mas estou sem rota.

Ouço sempre: vida é para a frente!

Busco recolher os fragmentos de um tempo, eu sei, na verdade estou desperdiçando minha energia. Necessito me despedir do que fui e continuar alinhando o pensamento apenas nas melhores lembranças.

Naquele tempo, lá atrás no curso médio, quando fui escolhida pela turma como a escritora favorita do jornal da escola, sabia perceber o que os colegas apreciavam ler.  Espremia o meu cérebro para compor um poema ou mesmo uma crônica, agulhando com perspicácia assuntos que despertavam a consciência dos colegas, ansiosos pela chance de expressarem livremente.

Hoje, sinto dificuldade em associar idéias até mesmo para escrever um memorando curtinho. Onde ficou a escritora promissora, a futura jornalista? Mudou de galáxia, ou escondida no escuro da alma, com saudade de si mesma, ressentida e com vergonha por ter deixado que o talento se perdesse no tempo.

Vai por ai uma lista de talentos abandonados, sim existiam muitos outros, e isso é o que causa um saudosismos inquietante, com gosto amargo, envenenando o presente confundindo a imagem refletida no espelho.

Aprender a despedir,... de quem e do que?

Penso:

"O fato de ter na memória o próprio potencial nos capacita a reviver de uma outra forma. Nossos talentos são conquistas pessoais e instransferíveis."

Respiro fundo, abro o baú do tempo e retiro a jovem talentosa e sem compromissos, cheia de poesia em sua alma, assumo o feito! Sem ressentimentos ou vergonha permito que as palavras se derramem sobre o papel.

Me despeço da jovem fantasma e sem medo encaro o espelho do tempo e o que vejo é uma amiga, que ensinou-me e liberdade de pensar, o encontro com o impossível desafio aos preconceitos. Assim, consciente de ter dominado a arte de ser livre, continuarei pela vida!

Novamente  respiro fundo e buscarei reescrever os antigos poemas, sem medo de ser criticada, escreverei com o meu coração pois é assim que me reconheço!

Aprendo a me despedir. Aqui dentro tem um ser espiritual, eternizando a juventude, capaz de ir por outra rota: o caminho da maturidade.

quinta-feira, 29 de setembro de 2011

Saúde perfeita e a higienização da mente

Cada dia é uma avalanche de sentimentos mal vividos. Oprimidos pela falta de tempo nos acotovelamos com emoções descontroladas, poluímos a nossa mente. Traídos pela falta de vigilância nos perdemos do prazer por mais uma dia, pela oportunidade de informações  que enriquecem o conhecimento, não valorizamos este acervo de memória e o corpo cansado só quer descansar.

Consequencia de tudo, as emoções boas e más são acumuladas. Onde fica este volume de pulsos energéticos envolvendo o nosso corpo e a nossa mente? Em que são transformados? A nossa química corporal assimilou o prazer e fez circular a dopamina, excelente, porém a irritação produziu adrenalina em excesso.

Podemos eliminar totalmente essas substâncias e fazer o corpo retornar a normalidade? Não.

Cada emoção cria um registro de memória em nosso corpo mental. Memória, de ontem, de hoje são registradas em nossas células, determinam formas de comportamento dando continuidade ao registro do DNA de nossos corpos, é nossa marca para o futuro, transformações para os próximos dias e para as eras vindouras.

Se queremos melhorar, devemos aprender a fazer a leitura correta de cada emoção que transformada em sentimento nos guiará vida afora. Tarefa fácil para quem tem o poder do auto conhecimento.

Diante do movimento da vida podemos respirar fundo e com sinceridade, analisar o que restou nas lembranças dos fatos do dia e assim, visualizando, fazer surgir as verdadeiras. Cada fato, um sentimento que faculta uma sensação, boa ou má.

Por exemplo, se nesse dia você discutiu com alguém que não atendeu suas necessidades, seu humor foi abalado. Desejou que aquela pessoa sofresse da mesma frustração, xingou intimamente, ou se mais abusado, gritou o palavrão que quis, que emoção frustrante, seu corpo enrigesse e no mesmo momento crava uma marca nas células de seu fígado, ou nas articulações de seus membros. A sensação é péssima e somatizada vai fazer surgir uma dor lá na frente, no futuro.

Não quero isso para mim!
Pense...

Posso evitar esse desequilíbrio?

Tente rever esse momento, avaliar a razão do desencontro de resultados entre as duas pessoas envolvidas, sussurrar para si mesmo.

-Quanta confusão por tão pouco!

A partir daí, dissolver o sentimento, propondo-se ser o conciliador de si mesmo. Com essa pequena atitude permite que sua química modifique o padrão da rivalidade. Muda a sensação. Cada situação poderá ter duas soluções, a má que destilará a mágoa e a boa que dissolverá a máscara do irascível, exigente fazendo surgir em seu íntimo um sentimento de PAZ.

Amanhã, ao acordar terá uma fisionomia saudável, poderá viver o novo dia em condições de apreciar as pessoas de sua convivência. A isto chamamos de limpeza da alma. Façamos disso um hábito.

As diferenças continuarão a surgir, mas a sua atitude, aos poucos, será modificada. Os conflitos diminuirão e sua saúde estará preservada.

Alguém me falou sobre lavar o exterior do corpo como hábito de saúde, mas lavar a mente ninguém me ensinou. Escovar os dentes para não ter cárie é fácil, mas repensar a invasão de atitudes equivocadas, dispensar o ego das emoções descontroladas, limpar as mágoas do coração é possível e necessário.

Vamos aprender, mesmo que lentamente, a higienizar a mente.

Necessitamos de 15 minutos, no máximo, a cada dia, é a dose de bom humor para a dor da alma.

domingo, 4 de setembro de 2011

Dançando nas núvens

Meus pés repicam ao som da melodia
minha alma se delicia com o "tac ti bum" do ritmo alegre na voz quente do Caetano.
 A Rumba Azul me anima enquanto os movimentos reproduzem em minha mente e aos poucos meu quardril acompanha de forma lenta o vai e vem da dança.
Choro a alegria de viver para mais esse dia.
Hoje acordei com lembrança de um sonho feliz.
Estava solta no espaço entre luzes coloridas.
Dançava, girando como se um caleidoscópio me movimentasse ao som de valsas vienenses.
Minha mãos brincavam com a cores refletidas em meu corpo.
Os raios coloridos penetravam em minha pele e me alimentavam com a força Divina.
Sabia ser um sonho e este sentimento me projetava num êxtase sublime.
A voz renascia em minha garganta,
cantava as graças de uma ilusão não perdida,
me reconheci,
a vida estava em mim, 
simplesmente,
Creuza

sábado, 3 de setembro de 2011

Desculpa!

Sempre a discussão e a famosa frase :-"Me desculpa?"
Não quero mais desculpar, quero viver sem discussão, quero a compreensão dos meus próprios valores, estou em pânico!
No primeiros anos de sua vida tive a sensação de uma responsabilidade extrema, agi como  mãe super dotada em todas as situações que apareciam, assim deixei para "pensar depois" nos meus talentos  dedicando-lhe o tempo integral. Foram inúmeras as suas necessidades, das mais básicas às mais sutís, como contar mil vezes a história preferida ou cantar os versos delicados enquanto o sono não chegava. Ali estavam as bochechas rosadas emoldurando olhinhos curiosos que insistiam em ficar atentos. Carinhos e afagos suplicantes quando o termómetro insistia em mostrar que alguma doença estava querendo roubar-lhe a tranquilidade, lá estava, com a nossa maior munição, o amor materno, incondicional, envolvendo e derrubando o inimigo e de repente como uma magia a febre cedia, eu a tinha de volta, tagarelando e agitando nas brincadeiras.
Minha criança, a filha amada!
Aprendi a ouvir de minha mãe: "Ser mãe é padecer no paraíso", maravilhoso paraíso, com direito a alegria permanente, até que a primeira resposta mal educada soca  em meus ouvidos, alertando: você cresceu é uma adolescente.
O que me resta é a responsabilidade de encaminhar, acompanhar e ver surgir valores  desconhecidos, estou por fora do seu mundo. Tento compreender as novas informações, as novidades, do mundo de quem precisa crescer para a maturidade, e isso é normal.
Viajamos juntas, só que sou uma carona, viajo pelo lado de fora, agarrada, com medo de perder o meu tesouro. Trocas de valores são feitas, agora o seu ídolo e mestre é o líder da banda de rock, um sucesso, aquele mesmo que usa argolas penduradas em lugares estranhos, tem tatuagens, mas o som, que som!
 O relógio só serve para combinar com a roupa, escolhida por musas de filmes lançados na semana passada.
Me olha bem e diz: -Puts... mãe, seu visual  esta "old, very old", dá vergonha quando vem me buscar, você ainda usa roupas do século passado!
Nesta atmosfera de concessões, começo a perder o controle, permitindo que as novidades determinem um comportamento de pouco caso, tolerando os comentários para não brigar, brigar e brigar, e acontece o inevitável, perco o foco, me torno as vezes agressiva, revido.
Ela me vê como a sombra que persegue, não lhe dou espaço e pareço poluir o universo adolescente pelo simples fato de existir.
Eu não existo! Coragem! Terei que sobreviver, seguir em frente e que Deus me ajude!
Nada me impede de jogar a toalha, muitas vezes pensei em desistir de martirizar minha mente com estratégias para rever a criança, com olhos inocentes que embalei em meu colo, talvez essa seja a razão pela qual  percorro o caminho do amor materno. Em meu coração a certeza de que plantei uma boa semente e terei a flor mais bela do mundo.
A cura  acontece e o tempo fez surgir a mulher adulta, imperando num mundo fragmentado pela insegurança e eu, aquela que atrapalhava a jovem adolescente, sonho em ter a meu lado uma amiga, uma parceira. tudo que podia ensinei, espero ... espero... e, uma desconhecida irrompe a minha frente, rasgando meus sentimentos, me culpando por seus desengano e suas frustrações.
Onde o erro?
Onde o tesouro que estava em meus braços?
Que vertigem obscurece o meu mundo afastando a alegria de ter educado uma filha?
Aprendi a seguir em frente e num respirar fundo e constante, converso com os  mesmos Anjos que a trouxeram para meus braços e meu pedido único e suplicante que ela seja feliz.

sábado, 27 de agosto de 2011

Inquietação por uma amiga querida

Como sorrir diante de olhos que hoje perderam o brilho? É a vida que se esvai.
A vida se vai, num pulsar lento, é como se um dia tivesse  365 horas.
Tento encontrar o espírito que habita o corpo, mas ele se escondeu atrás de medicamentos, necessários, são alívio para as dores do corpo flácido.
Quero tanto, suplico para ver o sorriso muitas vezes compartilhado nas várias brincadeiras dos anos de um passado.
A mesma boca esta aí, antes salivava pelos sabores variados.
Hoje, se retorce, saudosa das delícias alternadas entre o doce e o sal. Ah, não posso esquecer... a sua paixão, um gole de cerveja gelada.
As mãos bem tratadas, descansam sobre almofadas, ansiosas por acenarem, num gesto de amor.
Num estica e encolhe mental, continuam inertes.
Enquanto as pernas,  que sempre buscaram o movimento da dança, são tocadas pelos mesmos anseios do esticar e encolher, parecem figuras de um brincadeira de "estátua".
Não posso sorrir, meu ser se fragmenta entre sentimentos variados.
Entender..., é certo, podemos escolher nosso caminho para o aperfeiçoamento espiritual.
Condenar..., o sofrimento daquela vida foi o causador da doença. Nossa mente produz efeitos de acordo com as aflições, mágoas e o perdão mal resolvidos.
Mas...
Deus, onde esta a solução para este dia tão longo?
Esperança...,  acredito em milagres, podem e acontecem a cada instante. Vou manter a chama deste sentimento, não vou chorar, não vou gritar, prometi que manteria o equilíbrio de quem busca a serenidade.
Só me restam as palavras, sem destino, pois a menina, mulher e amiga visualiza outra dimensão, e posso sentir que além desses olhos o espírito já faz a dança de uma outra vida.

domingo, 21 de agosto de 2011

VIRANDO PÁGINA

Jamais venci,
tampouco fui derrotada.
Cometi todos os pecados, mas os reconheci. 
Desejos satisfeitos.

Gastei o meu tempo domando a fera.
 Dentes afiados,
grandes garras e sempre a espera.
A ira na goela.

Não perdi o meu tempo em sonhos marotos e falsos amores.
Suportei tantas dores, 
a vida me impôs!

Com sábios aprendi.
Coração sem trancas, sempre aberto.
Esquecer os amigos?
Não, nunca foram humilhados!

Cumpri tarefas, o mundo exigiu!
Lucidez.
Estou pronta.
Já posso partir.



sábado, 20 de agosto de 2011

CONSTRUÇÃO DE VALORES

A questão essencial é saber como alcançar a plenitude da inteligência humana e como comandar os sentidos principais. O cérebro tem chances de ativar bancos de memória quando necessita explorar iniciativas intelectuais, fazendo conexões espontâneas, criando soluções práticas para os problemas variados, no entanto fica bloqueado quando os sentimentos do ego aparecem e então, perdido, passa aos conflitos, impedido de decidir. Sofrimento!
As emoções são sentimentos capazes de reações imediatas. A mente consulta o arquivo de memórias, compara o novo com o velho e toma a decisão preconceituosa, se saudável espiritualmente tem a capacidade de aceitar o mundo como ele é, usa a lucidez do amor.
A integridade do ser como questão. Encontrar a suavidade do espírito domando a agressividade de estar materializado no corpo físico.
Aprender a sentir como espírito em trabalho de crescimento, assim  ser um observador de si mesmo, fortalecido no conjunto, enxergando o ambiente (o habitat, a natureza) e os outros seres humanos (espíritos) como parceiros do momento, merecedores de atenção.
A principal causa dos conflitos está em não  se auto questionar as contradições do egoísmo que domina a convivência com os pares.
Aprender garantir a saúde espiritual é mais importante do que a saúde do corpo. O corpo é limitado, um dia será poeira, mas o espírito é ilimitado e permanecerá no cosmos.

Através dos olhos percebe-se a saúde da alma, que nos seres humanos, são os transmissores dos sentimentos. Se  permitir o olhar com a alma, terá a realidade que habita em si e nos outros, se o outro é sincero terá a oportunidade de construir UMA LIGAÇÃO AFETUOSA, o bem, se existe falsidade,  a identificará  criando um apoio pessoal de proteção, emitindo um SENTIMENTO DE COMPAIXÃO. Alegria!
Com a saúde espiritual saudável o poder de construir valores ficará facilitado. Este é o novo passo do ser em aperfeiçoamento. O equilíbrio traz a bagagem correta, o prazer pela vida será mais significativo. a crença em si fará a conexão com sonhos realizáveis. Felicidade!

quarta-feira, 10 de agosto de 2011

Preguiça 3

Ao longo da nossa caminhada, informações em forma de verdades entram em nossa mente e as consideramos importantes. Desde a mais tenra idade são apresentados ideais de comportamento e temos que por em prática os conceitos dos educadores, assim seremos parte civilizada da humanidade. Por mais que nos desagrade, tudo é importante. Pequenos gestos repetidos para boa alimentação, relacionamento socialmente educado, horários, ordem, higiene,  etc... etc... e, etc...

O mundo é gerenciado pelas regras que se abundam em nosso cotidiano. Dia após dia, temos que nos repetir em todos os quesitos para sermos aceitos socialmente.

Se a criança deixa de ser aquela projeção da perfeição, tem PREGUIÇA, então começa a ser bombardeada por repreensões. Vamos driblando, percorrendo o caminho da vida, entre a obediência e a preguiça, viramos adultos. -"Ufa! Agora o comando é meu, posso seguir em frente com meus próprios planos".

Escolhemos nos responsabilizarmos por outras pessoas, deste modo seremos aceitos, constituindo uma família! Parceiros, filhos, amigos, trabalho, compõem o quadro do socialmente aceito. Muitas responsabilidades, sem descanso as informações surgem, se somam em nossa mente, nos dividem em contradições e nos subtraindo as energias, enfraquecidos surge a famosa PREGUIÇA, cada célula se nega a pertencer ao  mundo exigente da atenção constante e sem interrupções. Nunca para!

-Ufa!... que preguiça, não consigo ouvir as informações que chegam aos meus ouvidos. Palavras ditas em rotação máxima, movimento acelerado, supersónico verbal, sinais de progresso da civilização. Eu quero existir!

Paro, estanque, num momento, deixo de integrar o socialmente aceito, alieno, tombo sobre muro de proteção da grande pista de corrida que se transformou o caminho da vida. Sou PREGUIÇOSO.

Estou fragmentado, nada combina. Minha vida se transformou em um quebra-cabeças com milhões de informações e estou com preguiça de montar o quadro que se tornou meu coração, minha mente, meus sentimentos. Não dou ouvidos ao que falam ao meu redor. Sou surdo!

Deixo as partes do quebra-cabeças sobre uma mesa e adormeço em meu sofá. Desligo tudo, durmo, balanço em uma rede imaginária a beira mar, me inspiro em uma música antiga e a melodia atua como trilha sonora no roteiro deste sonho ..."Palmeiras, à beira mar, fazendo sombra na areia, sob a luz do luar .... e ao longe, um violino tocando ...".

Nesse balanço das horas, minha preguiça se esvai... respiro fundo e o luar ilumina o caminho que devo percorrer para o próximo passo na estrada da vida.

Boa preguiça! Saúde!!!

sábado, 6 de agosto de 2011

PREGUIÇA 2

Preguiça de levantar em plena segunda feira, apesar de um sono benéfico e depois de um domingo recheado de bons momentos. Meu corpo se aninha aos cobertores e minha mente distante diz: -você esta doente, seu coração não quer nem olhar para o mundo desperto la fora. Vou me encolhendo, prefiro ficar na cama, mas... desobedeço. -Isto é impossível tenho que trabalhar, todos os compromissos me esperam.

Respiro profundamente e me levanto, quer dizer, me arrasto até a cozinha, preparo um café dizendo a mim mesma: - eu sei, tenho minhas responsabilidades.

Sou hiperativa e culpada por arrumar tantos compromissos, as coisas se amontoam em uma fila interminável de obrigações, crio um estado ansioso, buscas intermináveis de informações. Proponho novos desafios e nem sei se consigo ir até o fim ou se tenho algum benefício com os resultados. No final de tudo, sinto essa preguiça, e fico tão pesada!

-Burra ... burra ... burra!

Sempre faço essa confusão e o meu inconsciente se nega a carregar junto o fardo. Um relação enorme de desejos, dos outros e não meus!

Como uma picada de abelha, uma fisgada no coração, me vejo chorando, desesperada, sem rumo. Como entender aquilo que faço e que transforma minha vida, meu cotidiano, num ir e vir desordenado e jamais consigo fazer um balanço da produtividade real de um trabalho sem patrão, sem hora para começar ou encerrar entrando pela noite adentro, provocando horas de insónia.

Respiro profundamente e um outro choro magoado e triste me sustenta levando a um novo pensamento; me descubro inadequada ao mundo em que vivo.

Preguiça de viver a própria criação, ou melhor dizendo, REBELDIA. Este é o diagnóstico do estado da minha alma.

Sim, o apelo do que classificamos como consciência dá a resposta adequada ao que acontece hoje, nesta manhã de segunda feira. Rebeldia e eu confesso a mim mesma que por todo o tempo tenho vivido sem amor por mim mesma, deixado me levar por uma correnteza descontrolada, mistificada pelo que todos chamam de sucesso.

Trabalhar sem qualquer limite, interagir com um consumo de bens dispensáveis para ser feliz e aproveitar do tempo para cultivar o que me dá prazer verdadeiro.

Preciso mudar, realinhar as minhas verdades, descobrir meus próprios sonhos. Dar um xeque-mate na PREGUIÇA, ampliar minha capacidade e reconhecer os meus talentos.

Não será preciso fazer grandes mudanças, necessito apenas reconhecer que no meu mundo sou capaz e me apoderar dos sucessos; partir para o novos objetivos e é claro colocando na prateleira  os troféus de uma maratona sem pódio.

SOU VITORIOSA!

domingo, 31 de julho de 2011

PREGUIÇA 1

Santa Preguiça!

Aquela que nos mantém inertes diante de um dia sem preocupações. Um domingo sem sol, com a chuva querendo desabar, mas algo a mantém suspensa abaixo do sol, cobrindo a luz natural e criando uma atmosfera de quietude. Colocamos nosso pensamento distante de todos os problemas do cotidiano e nos permitimos descansar. Os vizinhos estão silenciosos, as portas estão fechadas. O mundo parou. O relógio continua seu tic-tac, mas nossa atenção não esta nas horas. Permissão para silenciar.


Fomos educados para o trabalho e lá no fundo nos sentimos culpados por este estado de preguiça. Então como se uma mola  impulsionasse, começo a andar para lá e para cá, tentando um movimento que possa chamar de ação, Meu olhos se detém sobre uma mesa, um álbum de fotos, viro as páginas e as imagens do passado começam a mexer com o meu coração, familiares e amigos, num dia festivo. Saudades!


Lembranças avivam meu cérebro e vejo a figura de uma criança, uma menina, com sorriso maroto, tentando parecer maior junto dos outros adultos. Seu nome desafia o banco de memória, me esforço... Sílvia.


Sílvia cresceu, foi estudar em Belo Horizonte, queria ser jornalista, e conseguiu, formou-se e seu destino foi trabalhar em documentários sobre as seitas religiosas do oriente. Suas matérias falavam dos monges e suas tradições. Informações foram chegando através de revistas. Muitos intelectuais se interessaram e migraram para estas seitas, criando um mundo novo, pessoas aprenderam as técnicas de meditação, melhoraram seus cardápios, se tornaram naturalistas, a energia cósmica se tornou conhecida como uma orientação para  participarmos do mundo em crescimento sem perder o melhor de nós, nossa essência.


Nesse entreter no dia preguiçoso, me dei conta da maravilhosa realidade que consegui aprender nestes últimos anos, graças a pessoas como a Sílvia, que saem em busca de novos povos, novos conhecimentos transmitindo pelos meios de comunicação os antigos ensinamentos dos monges e seitas orientais. Como a consciência da maturidade me presenteou com essa lucidez de novos conceitos.

Essa PREGUIÇA se instala para que eu possa limpar minha consciência de situações acumuladas, meu corpo, minha mente, meu espírito necessitam despejar o conteúdo excedente de maneira tranquila, por isso parar é importante. Permitir uma assepsia semanal, sem correria de shopping, cinema, visitas, etc...


MUITO OBRIGADA as SÍLVIAS DO NOSSO MUNDO.

quarta-feira, 20 de julho de 2011

ALEGRIA, sentimento passageiro ou permanente?

-"Perco tudo, mas não perco a alegria". Se a dor é a lição que a vida escolhe para nos ensinar, moldar a nossa essência, a ALEGRIA é a nota de avaliação para quem consegue  tirar proveito da lição.

O sentimento de plena consciência do momento da dor, o distanciamento natural da mágoa por ela criada nos permite sentir o gosto da própria saliva fluíndo em nossa boca, relaxando os músculos para um sorriso tranquilo, esculpindo em nossa face a beleza da criação.

A alegria nos fez belos e capazes de observar o mundo ao nosso redor com sua riqueza de detalhes e côres. Pura poesia! Prosseguimos em passos leves a caminhar nos nossos dias e mesmo que pesquemos uma bota velha, dentro dela descobrimos um peixe fresco. Nos tornamos criativos em tudo que fazemos, experimentamos novos sabores e nos alimentamos do prazer de novas descobertas.

Milagre? Não. Apenas a fórmula inteligente de atravessar fronteiras entre os vários momentos das ciladas preparadas pela sociedade contemporanea. NÓS somos essa sociedade!

 Represar em nossa mente as dificuldades, considerando que o nosso momento não tem solução, que o melhor não está em nossa bagagem ou achar que alguém conseguiu conturbar de tal maneira o espaço vital, só nos levará a perpetuar as dores que dilaceram a qualidade de vida no planeta e nos perderemos do caminho para a ALEGRIA verdadeira.

A Alegria verdadeira é infantil. O que leva crianças aceitarem as dificuldades é a não discussão com ela. Vamos parar de discutir com as dificuldades. Vamos ponderar, tentar as soluções, mesmo que tenhamos que baixar a guarda do nosso orgulho e da nossa vaidade. Estaremos pedindo ajuda, abrindo portas, aceitando as opiniões daqueles que consideramos adversários, deixando a inveja da capacidade que não possuimos ou fazendo parcerias em projetos que possam melhorar a nossa qualidade de vida, enfim, nos irmanando na caminhada que escolhemos como VIDA.

Nesta caminhada temos a NATUREZA como parceira mais forte, ela pode nos dar lições da verdadeira alegria, quando mesmo num solo arenoso e rude brota uma flor de cáctus.

Que brote todas as manhãs em nossa face um sorriso de alegria, afinal, estamos VIVOS e na estrada para um dia melhor!

sábado, 16 de julho de 2011

DOR, um fato ou ilusão?

Começar a escrever sobre a dor faz parecer que nosso plano de vida é pessimista e em guerra com a felicidade. Nada disso!


A dor é o ponto de partida de todos ao nascer... o choro... significa a sua manifestação, mudança física, ...então a dor é o ponto de partida da nossa experiência terrena.


Precisamos aprender a conviver com a dor humana até o ponto que ultrapassamos a barreira que nos separa dela e assim compreendê-la, só então nos libertaremos em nossa essência verdadeira, vivendo na pureza e distantes das regras que criaram a "DOR".


A barreira é condicionada pelos roteiros e regras traçados em nossa caminhada. A dor surge quando nos deparamos com os obstáculos que nos impedem de prosseguir como hérois. Perdemos a liberdade de refazer os roteiros divididos pelas fantasias de sucesso fácil e os esforços que realizamos muitas vezes sem resultado determinam as feridas que machucam e nos decepcionamos com o mundo que nos cerca, principalmente por dependermos dos elogios dos nossos pares, coisas do ego.


Aprender a sentir, racionalizar e reagir contra os medos e as recidivas da dor se torna necessário no nosso cotidiano.


Quando a nossa visão se distanciar, nosso espelho ficar embassado e o coração estacionado em um obstáculo, procuremos absorver os fatos que criaram esse momento (análise crítica de possíveis equívocos), reagir, refazer o roteiro buscando intuir na alegria infantil (somos sempre crianças), nas coisas simples como despertar em um novo dia ensolarado, deixar a VIDA gerenciar os nossos sentidos mais sutis.


Somos livres! Este é o nosso verdadeiro legado. Podemos nos alimentar da alegria incondicional e simples, e assim, estarmos prontos para um crescer eterno e feliz.


Se conseguirmos atravessar a barreira da "dor humana", veremos que ela é a única ilusão que nos impede de chegar ao estado pleno de felicidade.


A dor se aproxima, flue e vai embora naturalmente, cumpre a sua meta e nos ensina que nascemos para sobreviver a sua passagem. Fugir é perda de tempo, ultrapassar a barreira, repito, é o objetivo.


Ela é a mestra que afina nossos instrumentos para criarmos a sinfonia da felicidade.

domingo, 10 de julho de 2011

Prefácio: Obrigado O' Lei

Sintam com o coração......leiam com a alma


Obrigado, O' Lei!
Pelas águas que saciam a minha sede,
Pela terra que transforma detritos, recicla energias.
Pelo solo fértil que produz alimento
Pelos animais que equilibram a Natureza
Pelos homens que partilham o mundo
Pelo amor que acalenta a dor
Pela fé que supera obstáculos
Pela solidão que ensina o recolhimento.


Obrigado, O' Lei!
Pela paz que permite a união
Pelo ódio que ensina a valorização do amor
Pela força que supera o medo
Pela morte que transmuta a vida.


Obrigado pelos sentimentos
Bons, maus
Tese, antítese
Pois são partes que compõem o TODO ...


SÍNTESE.