domingo, 11 de março de 2012

ALMA INCONSCIENTE

Sempre a ouvia dizer e repetidas vezes se questionou se algum dia a promessa se cumpriria.
-Prometo que não me tornarei triste quando a vida nos separar, pois os momentos vividos por esse amor compensa uma existência inteira.
Hoje, o nascer do sol é solitário, seus olhos buscam a luz do dia que surge, mas seu corpo precipita-se no vazio dos toques, na ausência do olhar e angustia-se na escuridão de uma noite eterna. O silêncio de sua própria voz, num grito surdo, a alma clama por ver surgir nas sombras do dia a imagem querida.
Assim o homem permanece sentado em sua cadeira, confortável para o físico, vê a luz inundar todos os recantos, pulsando de vida e em seu coração uma tristeza sem nome se agiganta.
Essa tristeza contraria a vontade de poder compactuar daquela promessa tantas vezes repetidas.
Que força traria de volta para o seu coração, para sua mente aquela alegria de antigamente?
Que segredo possui aquela criatura para afirmar -"jamais me tornarei triste"?
Será a sua alma , se é que existe, portadora de uma genética diferente?
Sentia que seus padrões de pensamento eram diferentes, sempre falando como se espíritos bondosos a acompanhassem, impregnando seus sentimentos de uma boa vontade, motivada por lições amorosas desses amigos. Como crer em absurdos espirituais num mundo caótico?
Uma existência inteira, anos de parceria, horas de repouso no olhar cheio de amor. Perder esse legado causava uma forte tristeza, lágrimas nos olhos, transbordando de saudade.
O homem chora a perda de sua amada. Ele partiu para um mundo incompreensível. Muitos o procuravam tentando mostrar algo, ele não entendia, recusava mãos luminosas que eram estendidas a sua frente, relutava em tocar aquelas mãos, assim negando a existência de um mundo paralelo, um mundo espiritual, seu corpo era sugado de volta para uma escuridão.

quarta-feira, 7 de março de 2012

ZONA DE CONFORTO

Mensagem recebida em 06.03.2012

Provendo o nosso bem estar saímos para compras. Desejamos e até mesmo compramos coisas que visualizamos como necessárias ao nosso bem estar físico e familiar.
Tornamos o lar agradável, adquirindo os itens, fazendo planos e projetando nosso mundo particular com o carinho de quem constrói para usufruir o melhor do mundo moderno, novidades do mercado.
Assim em todas as camadas sociais, com maior ou menor poder aquisitivo, tem a finalidade de criar uma Zona de Conforto, onde possam se recolher diariamente deixando do lado de fora o frio ou calor, a poeira ou a chuva, ventos, tempestades  da vida urbana, sempre apresentando situações desconfortáveis.
Pois bem...
O que fazemos com os itens adquiridos ao longo da vida necessários ao conforto espiritual e mental?. Em que canto escuro da nossa mente colocamos nosso aprendizado sobre a convivência harmoniosa com aqueles que caminham ao nosso lado? Como decoramos a nossa sala de estar do coração?
Temos na entrada um tapete com os dizeres "SEJAM BENVINDOS", todos que buscam amizade, compreensão e companheirismo.
Servimos aos que participam da nossa sala de estar mental o melhor dos comes e bebes da alma, feitos com o carinho sincero dos sentimentos cristãos, despojados de egoísmo e inveja?
Permitimos que usem dos recintos iluminados pela energia solidária, do reconhecimento de que somos iguais e buscamos as mesmas luzes do esclarecimento?
As luzes do conhecimento são distribuídas sem a arrogância do sábio nos bate papos diários?
Assim, estamos abarrotados de itens adquiridos ao longo da vida e não somos capazes de utilizá-los. Permitimos que fiquem no porão ou no sótão de nossa alma, empoeirando e passamos a viver na Zona de Turbulência constante, sofrendo da carência de afeto, da ausência de amor, da angústia do medo e da ansiedade pelo futuro visualizado como sombrio.
Desequilibrados pela dicotomia dos sentimentos, esquecidos dos bens acumulados em nossa mente, bens favoráveis a vivermos em uma ZONA de CONFORTO mental e espiritual.
Desde a infância recebemos os presentes da moral e da ética comportamental, seja pelos bons ensinamentos dos adultos responsáveis pela nossa educação, seja pela orientações de catecismo do mundo religioso. Onde ficaram?
Depois, pela nossa busca de conhecimento, adentramos ao mundo adulto intuídos pela necessidade de informações, cujo objetivo era provermos o nosso coração de um item chamado de PAZ.
Aqui estamos, plenos de conhecimento, bagagem mental e espiritual para chegarmos ao destino necessário, a PAZ.
Um desejo, uma necessidade, nosso objetivo desta caminhada chamada VIDA!
Não tranquem os porões, abram as janelas do sótão e ventilem as idéias, vistam a roupa do amor, desamassem as folhas dos livros, voltem a ler o maior ensinamento de todas as buscas.
"Sejam amorosos doando ao próximo o AMOR que dedicam a si mesmos", e pensem...

Lìna Schroêdêr