Os gestos de amor me encantam, me fazem sobrevoar sobre as palavras, garimpar na correnteza dos verbos, saltitar sobre as exclamações e interrogações, enfim, escolho-as pelas combinações mais doces, aquelas inspiradoras dos melhores sentimentos e ..., não resisto. Traço, contorno e ao final caem numa página, como se meu coração se derretesse.
Sou poeta? - Não…
Sou o esticar e o espichar da vida pulsando emoções.
Sigo como numa missão consciente, tentando aprender, mas poeta é coisa que não sou.
A sensibilidade para descobrir uma palavra, uma sentença cheia de exclamações para eternizar um dia feliz deve ser para os verdadeiros poetas, aqueles que deixaram suas emoções percorrerem os oceanos do tempo.
Hoje eu digo, foi um perfeito por do sol em um céu pintado por Deus, senti saudades da criança que fui, sim, mas só no tamanho e idade cronológica.
Vou contar um segredo, dentro, bem disfarçada, ela permanece, fazendo suas travessuras e rindo gostoso quando surpreendida pela graça expontânea de algum fato.
Dormi super bem, acordei com a comemoração do “Dia das Crianças”. Nunca havia referência ao “dia das crianças” em nossa casa. Só soube deste dia especial quando já estava casada e tive minhas filhas.
Adorava esta festa, sempre arranjei um jeito de fazê-la o mais movimentada possível.
Ser mãe me fez focar na força infantil, algo que os jovens nem ligam, pois continuamos inconscientemente crianças até nos depararmos com as responsabilidades de criar uma, formada e saída de nosso ventre.
Demorei a virar uma adulta neste quesito, pois queria brincar, mesmo quando cumpria com os rituais de cuidar da Luciana, nossa primogênita.
Do meu jeito, quase infantil, deu certo, e me presentearam com a Letícia e a Larissa, agora sim, éramos um bando de meninas.
Travessuras não faltaram e o dia a dia era uma maratona, correria para vencer as tarefas domésticas e fazer sobrar um tempinho para BRINCAR! O melhor da vida ficou nos jardins e salas de tantas paredes que nos acolheram como lar.
By Lina