Santa Preguiça!
Aquela que nos mantém inertes diante de um dia sem preocupações. Um domingo sem sol, com a chuva querendo desabar, mas algo a mantém suspensa abaixo do sol, cobrindo a luz natural e criando uma atmosfera de quietude. Colocamos nosso pensamento distante de todos os problemas do cotidiano e nos permitimos descansar. Os vizinhos estão silenciosos, as portas estão fechadas. O mundo parou. O relógio continua seu tic-tac, mas nossa atenção não esta nas horas. Permissão para silenciar.
Fomos educados para o trabalho e lá no fundo nos sentimos culpados por este estado de preguiça. Então como se uma mola impulsionasse, começo a andar para lá e para cá, tentando um movimento que possa chamar de ação, Meu olhos se detém sobre uma mesa, um álbum de fotos, viro as páginas e as imagens do passado começam a mexer com o meu coração, familiares e amigos, num dia festivo. Saudades!
Lembranças avivam meu cérebro e vejo a figura de uma criança, uma menina, com sorriso maroto, tentando parecer maior junto dos outros adultos. Seu nome desafia o banco de memória, me esforço... Sílvia.
Sílvia cresceu, foi estudar em Belo Horizonte, queria ser jornalista, e conseguiu, formou-se e seu destino foi trabalhar em documentários sobre as seitas religiosas do oriente. Suas matérias falavam dos monges e suas tradições. Informações foram chegando através de revistas. Muitos intelectuais se interessaram e migraram para estas seitas, criando um mundo novo, pessoas aprenderam as técnicas de meditação, melhoraram seus cardápios, se tornaram naturalistas, a energia cósmica se tornou conhecida como uma orientação para participarmos do mundo em crescimento sem perder o melhor de nós, nossa essência.
Nesse entreter no dia preguiçoso, me dei conta da maravilhosa realidade que consegui aprender nestes últimos anos, graças a pessoas como a Sílvia, que saem em busca de novos povos, novos conhecimentos transmitindo pelos meios de comunicação os antigos ensinamentos dos monges e seitas orientais. Como a consciência da maturidade me presenteou com essa lucidez de novos conceitos.
Essa PREGUIÇA se instala para que eu possa limpar minha consciência de situações acumuladas, meu corpo, minha mente, meu espírito necessitam despejar o conteúdo excedente de maneira tranquila, por isso parar é importante. Permitir uma assepsia semanal, sem correria de shopping, cinema, visitas, etc...
MUITO OBRIGADA as SÍLVIAS DO NOSSO MUNDO.
domingo, 31 de julho de 2011
quarta-feira, 20 de julho de 2011
ALEGRIA, sentimento passageiro ou permanente?
-"Perco tudo, mas não perco a alegria". Se a dor é a lição que a vida escolhe para nos ensinar, moldar a nossa essência, a ALEGRIA é a nota de avaliação para quem consegue tirar proveito da lição.
O sentimento de plena consciência do momento da dor, o distanciamento natural da mágoa por ela criada nos permite sentir o gosto da própria saliva fluíndo em nossa boca, relaxando os músculos para um sorriso tranquilo, esculpindo em nossa face a beleza da criação.
A alegria nos fez belos e capazes de observar o mundo ao nosso redor com sua riqueza de detalhes e côres. Pura poesia! Prosseguimos em passos leves a caminhar nos nossos dias e mesmo que pesquemos uma bota velha, dentro dela descobrimos um peixe fresco. Nos tornamos criativos em tudo que fazemos, experimentamos novos sabores e nos alimentamos do prazer de novas descobertas.
Milagre? Não. Apenas a fórmula inteligente de atravessar fronteiras entre os vários momentos das ciladas preparadas pela sociedade contemporanea. NÓS somos essa sociedade!
Represar em nossa mente as dificuldades, considerando que o nosso momento não tem solução, que o melhor não está em nossa bagagem ou achar que alguém conseguiu conturbar de tal maneira o espaço vital, só nos levará a perpetuar as dores que dilaceram a qualidade de vida no planeta e nos perderemos do caminho para a ALEGRIA verdadeira.
A Alegria verdadeira é infantil. O que leva crianças aceitarem as dificuldades é a não discussão com ela. Vamos parar de discutir com as dificuldades. Vamos ponderar, tentar as soluções, mesmo que tenhamos que baixar a guarda do nosso orgulho e da nossa vaidade. Estaremos pedindo ajuda, abrindo portas, aceitando as opiniões daqueles que consideramos adversários, deixando a inveja da capacidade que não possuimos ou fazendo parcerias em projetos que possam melhorar a nossa qualidade de vida, enfim, nos irmanando na caminhada que escolhemos como VIDA.
Nesta caminhada temos a NATUREZA como parceira mais forte, ela pode nos dar lições da verdadeira alegria, quando mesmo num solo arenoso e rude brota uma flor de cáctus.
Que brote todas as manhãs em nossa face um sorriso de alegria, afinal, estamos VIVOS e na estrada para um dia melhor!
sábado, 16 de julho de 2011
DOR, um fato ou ilusão?
Começar a escrever sobre a dor faz parecer que nosso plano de vida é pessimista e em guerra com a felicidade. Nada disso!
A dor é o ponto de partida de todos ao nascer... o choro... significa a sua manifestação, mudança física, ...então a dor é o ponto de partida da nossa experiência terrena.
Precisamos aprender a conviver com a dor humana até o ponto que ultrapassamos a barreira que nos separa dela e assim compreendê-la, só então nos libertaremos em nossa essência verdadeira, vivendo na pureza e distantes das regras que criaram a "DOR".
A barreira é condicionada pelos roteiros e regras traçados em nossa caminhada. A dor surge quando nos deparamos com os obstáculos que nos impedem de prosseguir como hérois. Perdemos a liberdade de refazer os roteiros divididos pelas fantasias de sucesso fácil e os esforços que realizamos muitas vezes sem resultado determinam as feridas que machucam e nos decepcionamos com o mundo que nos cerca, principalmente por dependermos dos elogios dos nossos pares, coisas do ego.
Aprender a sentir, racionalizar e reagir contra os medos e as recidivas da dor se torna necessário no nosso cotidiano.
Quando a nossa visão se distanciar, nosso espelho ficar embassado e o coração estacionado em um obstáculo, procuremos absorver os fatos que criaram esse momento (análise crítica de possíveis equívocos), reagir, refazer o roteiro buscando intuir na alegria infantil (somos sempre crianças), nas coisas simples como despertar em um novo dia ensolarado, deixar a VIDA gerenciar os nossos sentidos mais sutis.
Somos livres! Este é o nosso verdadeiro legado. Podemos nos alimentar da alegria incondicional e simples, e assim, estarmos prontos para um crescer eterno e feliz.
Se conseguirmos atravessar a barreira da "dor humana", veremos que ela é a única ilusão que nos impede de chegar ao estado pleno de felicidade.
A dor se aproxima, flue e vai embora naturalmente, cumpre a sua meta e nos ensina que nascemos para sobreviver a sua passagem. Fugir é perda de tempo, ultrapassar a barreira, repito, é o objetivo.
Ela é a mestra que afina nossos instrumentos para criarmos a sinfonia da felicidade.
A dor é o ponto de partida de todos ao nascer... o choro... significa a sua manifestação, mudança física, ...então a dor é o ponto de partida da nossa experiência terrena.
Precisamos aprender a conviver com a dor humana até o ponto que ultrapassamos a barreira que nos separa dela e assim compreendê-la, só então nos libertaremos em nossa essência verdadeira, vivendo na pureza e distantes das regras que criaram a "DOR".
A barreira é condicionada pelos roteiros e regras traçados em nossa caminhada. A dor surge quando nos deparamos com os obstáculos que nos impedem de prosseguir como hérois. Perdemos a liberdade de refazer os roteiros divididos pelas fantasias de sucesso fácil e os esforços que realizamos muitas vezes sem resultado determinam as feridas que machucam e nos decepcionamos com o mundo que nos cerca, principalmente por dependermos dos elogios dos nossos pares, coisas do ego.
Aprender a sentir, racionalizar e reagir contra os medos e as recidivas da dor se torna necessário no nosso cotidiano.
Quando a nossa visão se distanciar, nosso espelho ficar embassado e o coração estacionado em um obstáculo, procuremos absorver os fatos que criaram esse momento (análise crítica de possíveis equívocos), reagir, refazer o roteiro buscando intuir na alegria infantil (somos sempre crianças), nas coisas simples como despertar em um novo dia ensolarado, deixar a VIDA gerenciar os nossos sentidos mais sutis.
Somos livres! Este é o nosso verdadeiro legado. Podemos nos alimentar da alegria incondicional e simples, e assim, estarmos prontos para um crescer eterno e feliz.
Se conseguirmos atravessar a barreira da "dor humana", veremos que ela é a única ilusão que nos impede de chegar ao estado pleno de felicidade.
A dor se aproxima, flue e vai embora naturalmente, cumpre a sua meta e nos ensina que nascemos para sobreviver a sua passagem. Fugir é perda de tempo, ultrapassar a barreira, repito, é o objetivo.
Ela é a mestra que afina nossos instrumentos para criarmos a sinfonia da felicidade.
domingo, 10 de julho de 2011
Prefácio: Obrigado O' Lei
Sintam com o coração......leiam com a alma
Obrigado, O' Lei!
Pelas águas que saciam a minha sede,
Pela terra que transforma detritos, recicla energias.
Pelo solo fértil que produz alimento
Pelos animais que equilibram a Natureza
Pelos homens que partilham o mundo
Pelo amor que acalenta a dor
Pela fé que supera obstáculos
Pela solidão que ensina o recolhimento.
Obrigado, O' Lei!
Pela paz que permite a união
Pelo ódio que ensina a valorização do amor
Pela força que supera o medo
Pela morte que transmuta a vida.
Obrigado pelos sentimentos
Bons, maus
Tese, antítese
Pois são partes que compõem o TODO ...
SÍNTESE.
Obrigado, O' Lei!
Pelas águas que saciam a minha sede,
Pela terra que transforma detritos, recicla energias.
Pelo solo fértil que produz alimento
Pelos animais que equilibram a Natureza
Pelos homens que partilham o mundo
Pelo amor que acalenta a dor
Pela fé que supera obstáculos
Pela solidão que ensina o recolhimento.
Obrigado, O' Lei!
Pela paz que permite a união
Pelo ódio que ensina a valorização do amor
Pela força que supera o medo
Pela morte que transmuta a vida.
Obrigado pelos sentimentos
Bons, maus
Tese, antítese
Pois são partes que compõem o TODO ...
SÍNTESE.
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