domingo, 22 de abril de 2012

Fragmentos - O dia tem cadeira...

O dia tem cadeira à beira da cama. (esta frase ditada entre piscadas, letra a letra por minha amiga Creuza, através de sua cuidadora, pacientemente, numa tabela alfa numérica).
Tentei decifrar os seus sentimentos e saiu o texto abaixo.


A sombra da dor paira sobre os lençóis,
o zumbido do respirador norteia meus pensamentos,
as vozes ao redor lembram a minha natureza,
sou luz apenas para os olhos dos que me amam.
Eu continuo aqui,quieta.
Noutros tempos minha voz soava, alta e clara, mas hoje apenas o pensamento:
-"Vida, quero respostas, deixa minhas asas voarem sobre os telhados,
permita que meus pés saltitem sobre as poças d'água no asfalto molhado,
quero me curvar ante um jardim de rosas e sentir o perfume.
Não aceito negação, espero e sei que terei mais dias em uma cadeira à beira da cama.
Um dia, estarei livre, descortinando o espaço que se abre para você: VIDA".

Encontrando amigos


Opiniões após a postagem no Facebook
-TB ACREDITO NISSO...
-Se verdadeiros, realmente serão poucos. Que pena este raciocínio tacanho. Saudade
-Fiquei aqui pensando nisto. Primeiro no tacanho. Já fui ao dicionário. Segundo, gostaria de conhecer alguém que tenha um amigo verdadeiro.
-Dentro dos limites do bom senso, amigos verdadeiros são raros, os identificamos quando usamos da verdade no relacionamento. Se somos verdadeiros eles naturalmente se revelarão. Experimentem, vale a pena!

Mas, o que é a verdade?
Uma BOA INTENÇÃO, baseada na verdade de nosso interior, do eu amoroso manifestando na atitude.
O texto abaixo traz clareza a essa verdade.

As duas vizinhas
Havia duas vizinhas que viviam em pé de guerra. Não podiam se encontrar na rua que era briga na
certa. Depois de um tempo, Dona Maria descobriu o verdadeiro valor da amizade e resolveu que iria
fazer as pazes com Dona Clotilde.
Ao se encontrarem na rua, muito humildemente, disse dona Maria:
- Minha querida Clotilde, já estávamos nessa desavença há anos e sem nenhum motivo aparente.
Estou propondo que façamos as pazes e vivamos como duas boas e "velhas amigas".
Dona Clotilde, na hora, estranhou a atitude da velha rival e disse que viria pensar no caso.
Pelo caminho foi matutando...
- "Essa dona Maria não me engana, está querendo me aprontar alguma coisa e eu não vou deixar
barato. Vou mandar-lhe um presente para ver sua reação". Chegando em casa preparou uma bela
cesta de presentes, cobrindo-a com um lindo papel, mas encheu-a de esterco de vaca.
- Eu adoraria ver a cara da dona Maria ao receber esse “maravilhoso” presente.
Vamos ver se ela vai gostar dessa.
Mandou a empregada levar o presente à casa da rival, com um bilhete:
- Aceito sua proposta de paz e para selarmos nosso compromisso, envio-te este lindo presente.
Dona Maria estranhou o presente, mas não se exaltou e pensou:
- Que ela está propondo com isso? Não estávamos fazendo as pazes? Bem deixa pra lá!
Alguns dias depois dona Clotilde atende a porta e recebe uma linda cesta de presentes, coberta com
um belo papel.
- É a vingança daquela asquerosa da Maria. Que será que ela me aprontou!
Qual não foi sua surpresa ao abrir a cesta e ver um lindo arranjo das mais belas flores existentes num jardim e um cartão com a seguinte mensagem:
- Estas flores eu te ofereço em prova da minha amizade. Foram cultivadas com o esterco que
você me enviou e que proporcionou excelente adubo para meu jardim. Afinal, cada um dá o que
tem em abundância em sua vida.

Conclusão

Alguns perseguem a felicidade, outros a criam. Preocupe-se mais com sua consciência do que com
a sua reputação.
Porque sua consciência é o que você é, e sua reputação é o que os outros pensam de você. E o que
os outros pensam, não é problema nosso... é problema deles.