Ao longo da nossa caminhada, informações em forma de verdades entram em nossa mente e as consideramos importantes. Desde a mais tenra idade são apresentados ideais de comportamento e temos que por em prática os conceitos dos educadores, assim seremos parte civilizada da humanidade. Por mais que nos desagrade, tudo é importante. Pequenos gestos repetidos para boa alimentação, relacionamento socialmente educado, horários, ordem, higiene, etc... etc... e, etc...
O mundo é gerenciado pelas regras que se abundam em nosso cotidiano. Dia após dia, temos que nos repetir em todos os quesitos para sermos aceitos socialmente.
Se a criança deixa de ser aquela projeção da perfeição, tem PREGUIÇA, então começa a ser bombardeada por repreensões. Vamos driblando, percorrendo o caminho da vida, entre a obediência e a preguiça, viramos adultos. -"Ufa! Agora o comando é meu, posso seguir em frente com meus próprios planos".
Escolhemos nos responsabilizarmos por outras pessoas, deste modo seremos aceitos, constituindo uma família! Parceiros, filhos, amigos, trabalho, compõem o quadro do socialmente aceito. Muitas responsabilidades, sem descanso as informações surgem, se somam em nossa mente, nos dividem em contradições e nos subtraindo as energias, enfraquecidos surge a famosa PREGUIÇA, cada célula se nega a pertencer ao mundo exigente da atenção constante e sem interrupções. Nunca para!
-Ufa!... que preguiça, não consigo ouvir as informações que chegam aos meus ouvidos. Palavras ditas em rotação máxima, movimento acelerado, supersónico verbal, sinais de progresso da civilização. Eu quero existir!
Paro, estanque, num momento, deixo de integrar o socialmente aceito, alieno, tombo sobre muro de proteção da grande pista de corrida que se transformou o caminho da vida. Sou PREGUIÇOSO.
Estou fragmentado, nada combina. Minha vida se transformou em um quebra-cabeças com milhões de informações e estou com preguiça de montar o quadro que se tornou meu coração, minha mente, meus sentimentos. Não dou ouvidos ao que falam ao meu redor. Sou surdo!
Deixo as partes do quebra-cabeças sobre uma mesa e adormeço em meu sofá. Desligo tudo, durmo, balanço em uma rede imaginária a beira mar, me inspiro em uma música antiga e a melodia atua como trilha sonora no roteiro deste sonho ..."Palmeiras, à beira mar, fazendo sombra na areia, sob a luz do luar .... e ao longe, um violino tocando ...".
Nesse balanço das horas, minha preguiça se esvai... respiro fundo e o luar ilumina o caminho que devo percorrer para o próximo passo na estrada da vida.
Boa preguiça! Saúde!!!
good, good, very good!
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