Como sorrir diante de olhos que hoje perderam o brilho? É a vida que se esvai.
A vida se vai, num pulsar lento, é como se um dia tivesse 365 horas.
Tento encontrar o espírito que habita o corpo, mas ele se escondeu atrás de medicamentos, necessários, são alívio para as dores do corpo flácido.
Quero tanto, suplico para ver o sorriso muitas vezes compartilhado nas várias brincadeiras dos anos de um passado.
A mesma boca esta aí, antes salivava pelos sabores variados.
Hoje, se retorce, saudosa das delícias alternadas entre o doce e o sal. Ah, não posso esquecer... a sua paixão, um gole de cerveja gelada.
As mãos bem tratadas, descansam sobre almofadas, ansiosas por acenarem, num gesto de amor.
Num estica e encolhe mental, continuam inertes.
Enquanto as pernas, que sempre buscaram o movimento da dança, são tocadas pelos mesmos anseios do esticar e encolher, parecem figuras de um brincadeira de "estátua".
Não posso sorrir, meu ser se fragmenta entre sentimentos variados.
Entender..., é certo, podemos escolher nosso caminho para o aperfeiçoamento espiritual.
Condenar..., o sofrimento daquela vida foi o causador da doença. Nossa mente produz efeitos de acordo com as aflições, mágoas e o perdão mal resolvidos.
Mas...
Deus, onde esta a solução para este dia tão longo?
Esperança..., acredito em milagres, podem e acontecem a cada instante. Vou manter a chama deste sentimento, não vou chorar, não vou gritar, prometi que manteria o equilíbrio de quem busca a serenidade.
Só me restam as palavras, sem destino, pois a menina, mulher e amiga visualiza outra dimensão, e posso sentir que além desses olhos o espírito já faz a dança de uma outra vida.
sábado, 27 de agosto de 2011
domingo, 21 de agosto de 2011
VIRANDO PÁGINA
Jamais venci,
tampouco fui derrotada.
Cometi todos os pecados, mas os reconheci.
Desejos satisfeitos.
Desejos satisfeitos.
Gastei o meu tempo domando a fera.
Dentes afiados,
grandes garras e sempre a espera.
A ira na goela.
Não perdi o meu tempo em sonhos marotos e falsos amores.
Suportei tantas dores,
a vida me impôs!
Com sábios aprendi.
Coração sem trancas, sempre aberto.
Esquecer os amigos?
Não, nunca foram humilhados!
Cumpri tarefas, o mundo exigiu!
Lucidez.
Estou pronta.
Já posso partir.
sábado, 20 de agosto de 2011
CONSTRUÇÃO DE VALORES
A questão essencial é saber como alcançar a plenitude da inteligência humana e como comandar os sentidos principais. O cérebro tem chances de ativar bancos de memória quando necessita explorar iniciativas intelectuais, fazendo conexões espontâneas, criando soluções práticas para os problemas variados, no entanto fica bloqueado quando os sentimentos do ego aparecem e então, perdido, passa aos conflitos, impedido de decidir. Sofrimento!
As emoções são sentimentos capazes de reações imediatas. A mente consulta o arquivo de memórias, compara o novo com o velho e toma a decisão preconceituosa, se saudável espiritualmente tem a capacidade de aceitar o mundo como ele é, usa a lucidez do amor.
A integridade do ser como questão. Encontrar a suavidade do espírito domando a agressividade de estar materializado no corpo físico.
Aprender a sentir como espírito em trabalho de crescimento, assim ser um observador de si mesmo, fortalecido no conjunto, enxergando o ambiente (o habitat, a natureza) e os outros seres humanos (espíritos) como parceiros do momento, merecedores de atenção.
A principal causa dos conflitos está em não se auto questionar as contradições do egoísmo que domina a convivência com os pares.
Aprender garantir a saúde espiritual é mais importante do que a saúde do corpo. O corpo é limitado, um dia será poeira, mas o espírito é ilimitado e permanecerá no cosmos.
Através dos olhos percebe-se a saúde da alma, que nos seres humanos, são os transmissores dos sentimentos. Se permitir o olhar com a alma, terá a realidade que habita em si e nos outros, se o outro é sincero terá a oportunidade de construir UMA LIGAÇÃO AFETUOSA, o bem, se existe falsidade, a identificará criando um apoio pessoal de proteção, emitindo um SENTIMENTO DE COMPAIXÃO. Alegria!
Com a saúde espiritual saudável o poder de construir valores ficará facilitado. Este é o novo passo do ser em aperfeiçoamento. O equilíbrio traz a bagagem correta, o prazer pela vida será mais significativo. a crença em si fará a conexão com sonhos realizáveis. Felicidade!
As emoções são sentimentos capazes de reações imediatas. A mente consulta o arquivo de memórias, compara o novo com o velho e toma a decisão preconceituosa, se saudável espiritualmente tem a capacidade de aceitar o mundo como ele é, usa a lucidez do amor.
A integridade do ser como questão. Encontrar a suavidade do espírito domando a agressividade de estar materializado no corpo físico.
Aprender a sentir como espírito em trabalho de crescimento, assim ser um observador de si mesmo, fortalecido no conjunto, enxergando o ambiente (o habitat, a natureza) e os outros seres humanos (espíritos) como parceiros do momento, merecedores de atenção.
A principal causa dos conflitos está em não se auto questionar as contradições do egoísmo que domina a convivência com os pares.
Aprender garantir a saúde espiritual é mais importante do que a saúde do corpo. O corpo é limitado, um dia será poeira, mas o espírito é ilimitado e permanecerá no cosmos.
Através dos olhos percebe-se a saúde da alma, que nos seres humanos, são os transmissores dos sentimentos. Se permitir o olhar com a alma, terá a realidade que habita em si e nos outros, se o outro é sincero terá a oportunidade de construir UMA LIGAÇÃO AFETUOSA, o bem, se existe falsidade, a identificará criando um apoio pessoal de proteção, emitindo um SENTIMENTO DE COMPAIXÃO. Alegria!
Com a saúde espiritual saudável o poder de construir valores ficará facilitado. Este é o novo passo do ser em aperfeiçoamento. O equilíbrio traz a bagagem correta, o prazer pela vida será mais significativo. a crença em si fará a conexão com sonhos realizáveis. Felicidade!
quarta-feira, 10 de agosto de 2011
Preguiça 3
Ao longo da nossa caminhada, informações em forma de verdades entram em nossa mente e as consideramos importantes. Desde a mais tenra idade são apresentados ideais de comportamento e temos que por em prática os conceitos dos educadores, assim seremos parte civilizada da humanidade. Por mais que nos desagrade, tudo é importante. Pequenos gestos repetidos para boa alimentação, relacionamento socialmente educado, horários, ordem, higiene, etc... etc... e, etc...
O mundo é gerenciado pelas regras que se abundam em nosso cotidiano. Dia após dia, temos que nos repetir em todos os quesitos para sermos aceitos socialmente.
Se a criança deixa de ser aquela projeção da perfeição, tem PREGUIÇA, então começa a ser bombardeada por repreensões. Vamos driblando, percorrendo o caminho da vida, entre a obediência e a preguiça, viramos adultos. -"Ufa! Agora o comando é meu, posso seguir em frente com meus próprios planos".
Escolhemos nos responsabilizarmos por outras pessoas, deste modo seremos aceitos, constituindo uma família! Parceiros, filhos, amigos, trabalho, compõem o quadro do socialmente aceito. Muitas responsabilidades, sem descanso as informações surgem, se somam em nossa mente, nos dividem em contradições e nos subtraindo as energias, enfraquecidos surge a famosa PREGUIÇA, cada célula se nega a pertencer ao mundo exigente da atenção constante e sem interrupções. Nunca para!
-Ufa!... que preguiça, não consigo ouvir as informações que chegam aos meus ouvidos. Palavras ditas em rotação máxima, movimento acelerado, supersónico verbal, sinais de progresso da civilização. Eu quero existir!
Paro, estanque, num momento, deixo de integrar o socialmente aceito, alieno, tombo sobre muro de proteção da grande pista de corrida que se transformou o caminho da vida. Sou PREGUIÇOSO.
Estou fragmentado, nada combina. Minha vida se transformou em um quebra-cabeças com milhões de informações e estou com preguiça de montar o quadro que se tornou meu coração, minha mente, meus sentimentos. Não dou ouvidos ao que falam ao meu redor. Sou surdo!
Deixo as partes do quebra-cabeças sobre uma mesa e adormeço em meu sofá. Desligo tudo, durmo, balanço em uma rede imaginária a beira mar, me inspiro em uma música antiga e a melodia atua como trilha sonora no roteiro deste sonho ..."Palmeiras, à beira mar, fazendo sombra na areia, sob a luz do luar .... e ao longe, um violino tocando ...".
Nesse balanço das horas, minha preguiça se esvai... respiro fundo e o luar ilumina o caminho que devo percorrer para o próximo passo na estrada da vida.
Boa preguiça! Saúde!!!
O mundo é gerenciado pelas regras que se abundam em nosso cotidiano. Dia após dia, temos que nos repetir em todos os quesitos para sermos aceitos socialmente.
Se a criança deixa de ser aquela projeção da perfeição, tem PREGUIÇA, então começa a ser bombardeada por repreensões. Vamos driblando, percorrendo o caminho da vida, entre a obediência e a preguiça, viramos adultos. -"Ufa! Agora o comando é meu, posso seguir em frente com meus próprios planos".
Escolhemos nos responsabilizarmos por outras pessoas, deste modo seremos aceitos, constituindo uma família! Parceiros, filhos, amigos, trabalho, compõem o quadro do socialmente aceito. Muitas responsabilidades, sem descanso as informações surgem, se somam em nossa mente, nos dividem em contradições e nos subtraindo as energias, enfraquecidos surge a famosa PREGUIÇA, cada célula se nega a pertencer ao mundo exigente da atenção constante e sem interrupções. Nunca para!
-Ufa!... que preguiça, não consigo ouvir as informações que chegam aos meus ouvidos. Palavras ditas em rotação máxima, movimento acelerado, supersónico verbal, sinais de progresso da civilização. Eu quero existir!
Paro, estanque, num momento, deixo de integrar o socialmente aceito, alieno, tombo sobre muro de proteção da grande pista de corrida que se transformou o caminho da vida. Sou PREGUIÇOSO.
Estou fragmentado, nada combina. Minha vida se transformou em um quebra-cabeças com milhões de informações e estou com preguiça de montar o quadro que se tornou meu coração, minha mente, meus sentimentos. Não dou ouvidos ao que falam ao meu redor. Sou surdo!
Deixo as partes do quebra-cabeças sobre uma mesa e adormeço em meu sofá. Desligo tudo, durmo, balanço em uma rede imaginária a beira mar, me inspiro em uma música antiga e a melodia atua como trilha sonora no roteiro deste sonho ..."Palmeiras, à beira mar, fazendo sombra na areia, sob a luz do luar .... e ao longe, um violino tocando ...".
Nesse balanço das horas, minha preguiça se esvai... respiro fundo e o luar ilumina o caminho que devo percorrer para o próximo passo na estrada da vida.
Boa preguiça! Saúde!!!
sábado, 6 de agosto de 2011
PREGUIÇA 2
Preguiça de levantar em plena segunda feira, apesar de um sono benéfico e depois de um domingo recheado de bons momentos. Meu corpo se aninha aos cobertores e minha mente distante diz: -você esta doente, seu coração não quer nem olhar para o mundo desperto la fora. Vou me encolhendo, prefiro ficar na cama, mas... desobedeço. -Isto é impossível tenho que trabalhar, todos os compromissos me esperam.
Respiro profundamente e me levanto, quer dizer, me arrasto até a cozinha, preparo um café dizendo a mim mesma: - eu sei, tenho minhas responsabilidades.
Sou hiperativa e culpada por arrumar tantos compromissos, as coisas se amontoam em uma fila interminável de obrigações, crio um estado ansioso, buscas intermináveis de informações. Proponho novos desafios e nem sei se consigo ir até o fim ou se tenho algum benefício com os resultados. No final de tudo, sinto essa preguiça, e fico tão pesada!
-Burra ... burra ... burra!
Sempre faço essa confusão e o meu inconsciente se nega a carregar junto o fardo. Um relação enorme de desejos, dos outros e não meus!
Como uma picada de abelha, uma fisgada no coração, me vejo chorando, desesperada, sem rumo. Como entender aquilo que faço e que transforma minha vida, meu cotidiano, num ir e vir desordenado e jamais consigo fazer um balanço da produtividade real de um trabalho sem patrão, sem hora para começar ou encerrar entrando pela noite adentro, provocando horas de insónia.
Respiro profundamente e um outro choro magoado e triste me sustenta levando a um novo pensamento; me descubro inadequada ao mundo em que vivo.
Preguiça de viver a própria criação, ou melhor dizendo, REBELDIA. Este é o diagnóstico do estado da minha alma.
Sim, o apelo do que classificamos como consciência dá a resposta adequada ao que acontece hoje, nesta manhã de segunda feira. Rebeldia e eu confesso a mim mesma que por todo o tempo tenho vivido sem amor por mim mesma, deixado me levar por uma correnteza descontrolada, mistificada pelo que todos chamam de sucesso.
Trabalhar sem qualquer limite, interagir com um consumo de bens dispensáveis para ser feliz e aproveitar do tempo para cultivar o que me dá prazer verdadeiro.
Preciso mudar, realinhar as minhas verdades, descobrir meus próprios sonhos. Dar um xeque-mate na PREGUIÇA, ampliar minha capacidade e reconhecer os meus talentos.
Não será preciso fazer grandes mudanças, necessito apenas reconhecer que no meu mundo sou capaz e me apoderar dos sucessos; partir para o novos objetivos e é claro colocando na prateleira os troféus de uma maratona sem pódio.
SOU VITORIOSA!
Respiro profundamente e me levanto, quer dizer, me arrasto até a cozinha, preparo um café dizendo a mim mesma: - eu sei, tenho minhas responsabilidades.
Sou hiperativa e culpada por arrumar tantos compromissos, as coisas se amontoam em uma fila interminável de obrigações, crio um estado ansioso, buscas intermináveis de informações. Proponho novos desafios e nem sei se consigo ir até o fim ou se tenho algum benefício com os resultados. No final de tudo, sinto essa preguiça, e fico tão pesada!
-Burra ... burra ... burra!
Sempre faço essa confusão e o meu inconsciente se nega a carregar junto o fardo. Um relação enorme de desejos, dos outros e não meus!
Como uma picada de abelha, uma fisgada no coração, me vejo chorando, desesperada, sem rumo. Como entender aquilo que faço e que transforma minha vida, meu cotidiano, num ir e vir desordenado e jamais consigo fazer um balanço da produtividade real de um trabalho sem patrão, sem hora para começar ou encerrar entrando pela noite adentro, provocando horas de insónia.
Respiro profundamente e um outro choro magoado e triste me sustenta levando a um novo pensamento; me descubro inadequada ao mundo em que vivo.
Preguiça de viver a própria criação, ou melhor dizendo, REBELDIA. Este é o diagnóstico do estado da minha alma.
Sim, o apelo do que classificamos como consciência dá a resposta adequada ao que acontece hoje, nesta manhã de segunda feira. Rebeldia e eu confesso a mim mesma que por todo o tempo tenho vivido sem amor por mim mesma, deixado me levar por uma correnteza descontrolada, mistificada pelo que todos chamam de sucesso.
Trabalhar sem qualquer limite, interagir com um consumo de bens dispensáveis para ser feliz e aproveitar do tempo para cultivar o que me dá prazer verdadeiro.
Preciso mudar, realinhar as minhas verdades, descobrir meus próprios sonhos. Dar um xeque-mate na PREGUIÇA, ampliar minha capacidade e reconhecer os meus talentos.
Não será preciso fazer grandes mudanças, necessito apenas reconhecer que no meu mundo sou capaz e me apoderar dos sucessos; partir para o novos objetivos e é claro colocando na prateleira os troféus de uma maratona sem pódio.
SOU VITORIOSA!
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