sábado, 6 de agosto de 2011

PREGUIÇA 2

Preguiça de levantar em plena segunda feira, apesar de um sono benéfico e depois de um domingo recheado de bons momentos. Meu corpo se aninha aos cobertores e minha mente distante diz: -você esta doente, seu coração não quer nem olhar para o mundo desperto la fora. Vou me encolhendo, prefiro ficar na cama, mas... desobedeço. -Isto é impossível tenho que trabalhar, todos os compromissos me esperam.

Respiro profundamente e me levanto, quer dizer, me arrasto até a cozinha, preparo um café dizendo a mim mesma: - eu sei, tenho minhas responsabilidades.

Sou hiperativa e culpada por arrumar tantos compromissos, as coisas se amontoam em uma fila interminável de obrigações, crio um estado ansioso, buscas intermináveis de informações. Proponho novos desafios e nem sei se consigo ir até o fim ou se tenho algum benefício com os resultados. No final de tudo, sinto essa preguiça, e fico tão pesada!

-Burra ... burra ... burra!

Sempre faço essa confusão e o meu inconsciente se nega a carregar junto o fardo. Um relação enorme de desejos, dos outros e não meus!

Como uma picada de abelha, uma fisgada no coração, me vejo chorando, desesperada, sem rumo. Como entender aquilo que faço e que transforma minha vida, meu cotidiano, num ir e vir desordenado e jamais consigo fazer um balanço da produtividade real de um trabalho sem patrão, sem hora para começar ou encerrar entrando pela noite adentro, provocando horas de insónia.

Respiro profundamente e um outro choro magoado e triste me sustenta levando a um novo pensamento; me descubro inadequada ao mundo em que vivo.

Preguiça de viver a própria criação, ou melhor dizendo, REBELDIA. Este é o diagnóstico do estado da minha alma.

Sim, o apelo do que classificamos como consciência dá a resposta adequada ao que acontece hoje, nesta manhã de segunda feira. Rebeldia e eu confesso a mim mesma que por todo o tempo tenho vivido sem amor por mim mesma, deixado me levar por uma correnteza descontrolada, mistificada pelo que todos chamam de sucesso.

Trabalhar sem qualquer limite, interagir com um consumo de bens dispensáveis para ser feliz e aproveitar do tempo para cultivar o que me dá prazer verdadeiro.

Preciso mudar, realinhar as minhas verdades, descobrir meus próprios sonhos. Dar um xeque-mate na PREGUIÇA, ampliar minha capacidade e reconhecer os meus talentos.

Não será preciso fazer grandes mudanças, necessito apenas reconhecer que no meu mundo sou capaz e me apoderar dos sucessos; partir para o novos objetivos e é claro colocando na prateleira  os troféus de uma maratona sem pódio.

SOU VITORIOSA!

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