quinta-feira, 29 de setembro de 2011

Saúde perfeita e a higienização da mente

Cada dia é uma avalanche de sentimentos mal vividos. Oprimidos pela falta de tempo nos acotovelamos com emoções descontroladas, poluímos a nossa mente. Traídos pela falta de vigilância nos perdemos do prazer por mais uma dia, pela oportunidade de informações  que enriquecem o conhecimento, não valorizamos este acervo de memória e o corpo cansado só quer descansar.

Consequencia de tudo, as emoções boas e más são acumuladas. Onde fica este volume de pulsos energéticos envolvendo o nosso corpo e a nossa mente? Em que são transformados? A nossa química corporal assimilou o prazer e fez circular a dopamina, excelente, porém a irritação produziu adrenalina em excesso.

Podemos eliminar totalmente essas substâncias e fazer o corpo retornar a normalidade? Não.

Cada emoção cria um registro de memória em nosso corpo mental. Memória, de ontem, de hoje são registradas em nossas células, determinam formas de comportamento dando continuidade ao registro do DNA de nossos corpos, é nossa marca para o futuro, transformações para os próximos dias e para as eras vindouras.

Se queremos melhorar, devemos aprender a fazer a leitura correta de cada emoção que transformada em sentimento nos guiará vida afora. Tarefa fácil para quem tem o poder do auto conhecimento.

Diante do movimento da vida podemos respirar fundo e com sinceridade, analisar o que restou nas lembranças dos fatos do dia e assim, visualizando, fazer surgir as verdadeiras. Cada fato, um sentimento que faculta uma sensação, boa ou má.

Por exemplo, se nesse dia você discutiu com alguém que não atendeu suas necessidades, seu humor foi abalado. Desejou que aquela pessoa sofresse da mesma frustração, xingou intimamente, ou se mais abusado, gritou o palavrão que quis, que emoção frustrante, seu corpo enrigesse e no mesmo momento crava uma marca nas células de seu fígado, ou nas articulações de seus membros. A sensação é péssima e somatizada vai fazer surgir uma dor lá na frente, no futuro.

Não quero isso para mim!
Pense...

Posso evitar esse desequilíbrio?

Tente rever esse momento, avaliar a razão do desencontro de resultados entre as duas pessoas envolvidas, sussurrar para si mesmo.

-Quanta confusão por tão pouco!

A partir daí, dissolver o sentimento, propondo-se ser o conciliador de si mesmo. Com essa pequena atitude permite que sua química modifique o padrão da rivalidade. Muda a sensação. Cada situação poderá ter duas soluções, a má que destilará a mágoa e a boa que dissolverá a máscara do irascível, exigente fazendo surgir em seu íntimo um sentimento de PAZ.

Amanhã, ao acordar terá uma fisionomia saudável, poderá viver o novo dia em condições de apreciar as pessoas de sua convivência. A isto chamamos de limpeza da alma. Façamos disso um hábito.

As diferenças continuarão a surgir, mas a sua atitude, aos poucos, será modificada. Os conflitos diminuirão e sua saúde estará preservada.

Alguém me falou sobre lavar o exterior do corpo como hábito de saúde, mas lavar a mente ninguém me ensinou. Escovar os dentes para não ter cárie é fácil, mas repensar a invasão de atitudes equivocadas, dispensar o ego das emoções descontroladas, limpar as mágoas do coração é possível e necessário.

Vamos aprender, mesmo que lentamente, a higienizar a mente.

Necessitamos de 15 minutos, no máximo, a cada dia, é a dose de bom humor para a dor da alma.

domingo, 4 de setembro de 2011

Dançando nas núvens

Meus pés repicam ao som da melodia
minha alma se delicia com o "tac ti bum" do ritmo alegre na voz quente do Caetano.
 A Rumba Azul me anima enquanto os movimentos reproduzem em minha mente e aos poucos meu quardril acompanha de forma lenta o vai e vem da dança.
Choro a alegria de viver para mais esse dia.
Hoje acordei com lembrança de um sonho feliz.
Estava solta no espaço entre luzes coloridas.
Dançava, girando como se um caleidoscópio me movimentasse ao som de valsas vienenses.
Minha mãos brincavam com a cores refletidas em meu corpo.
Os raios coloridos penetravam em minha pele e me alimentavam com a força Divina.
Sabia ser um sonho e este sentimento me projetava num êxtase sublime.
A voz renascia em minha garganta,
cantava as graças de uma ilusão não perdida,
me reconheci,
a vida estava em mim, 
simplesmente,
Creuza

sábado, 3 de setembro de 2011

Desculpa!

Sempre a discussão e a famosa frase :-"Me desculpa?"
Não quero mais desculpar, quero viver sem discussão, quero a compreensão dos meus próprios valores, estou em pânico!
No primeiros anos de sua vida tive a sensação de uma responsabilidade extrema, agi como  mãe super dotada em todas as situações que apareciam, assim deixei para "pensar depois" nos meus talentos  dedicando-lhe o tempo integral. Foram inúmeras as suas necessidades, das mais básicas às mais sutís, como contar mil vezes a história preferida ou cantar os versos delicados enquanto o sono não chegava. Ali estavam as bochechas rosadas emoldurando olhinhos curiosos que insistiam em ficar atentos. Carinhos e afagos suplicantes quando o termómetro insistia em mostrar que alguma doença estava querendo roubar-lhe a tranquilidade, lá estava, com a nossa maior munição, o amor materno, incondicional, envolvendo e derrubando o inimigo e de repente como uma magia a febre cedia, eu a tinha de volta, tagarelando e agitando nas brincadeiras.
Minha criança, a filha amada!
Aprendi a ouvir de minha mãe: "Ser mãe é padecer no paraíso", maravilhoso paraíso, com direito a alegria permanente, até que a primeira resposta mal educada soca  em meus ouvidos, alertando: você cresceu é uma adolescente.
O que me resta é a responsabilidade de encaminhar, acompanhar e ver surgir valores  desconhecidos, estou por fora do seu mundo. Tento compreender as novas informações, as novidades, do mundo de quem precisa crescer para a maturidade, e isso é normal.
Viajamos juntas, só que sou uma carona, viajo pelo lado de fora, agarrada, com medo de perder o meu tesouro. Trocas de valores são feitas, agora o seu ídolo e mestre é o líder da banda de rock, um sucesso, aquele mesmo que usa argolas penduradas em lugares estranhos, tem tatuagens, mas o som, que som!
 O relógio só serve para combinar com a roupa, escolhida por musas de filmes lançados na semana passada.
Me olha bem e diz: -Puts... mãe, seu visual  esta "old, very old", dá vergonha quando vem me buscar, você ainda usa roupas do século passado!
Nesta atmosfera de concessões, começo a perder o controle, permitindo que as novidades determinem um comportamento de pouco caso, tolerando os comentários para não brigar, brigar e brigar, e acontece o inevitável, perco o foco, me torno as vezes agressiva, revido.
Ela me vê como a sombra que persegue, não lhe dou espaço e pareço poluir o universo adolescente pelo simples fato de existir.
Eu não existo! Coragem! Terei que sobreviver, seguir em frente e que Deus me ajude!
Nada me impede de jogar a toalha, muitas vezes pensei em desistir de martirizar minha mente com estratégias para rever a criança, com olhos inocentes que embalei em meu colo, talvez essa seja a razão pela qual  percorro o caminho do amor materno. Em meu coração a certeza de que plantei uma boa semente e terei a flor mais bela do mundo.
A cura  acontece e o tempo fez surgir a mulher adulta, imperando num mundo fragmentado pela insegurança e eu, aquela que atrapalhava a jovem adolescente, sonho em ter a meu lado uma amiga, uma parceira. tudo que podia ensinei, espero ... espero... e, uma desconhecida irrompe a minha frente, rasgando meus sentimentos, me culpando por seus desengano e suas frustrações.
Onde o erro?
Onde o tesouro que estava em meus braços?
Que vertigem obscurece o meu mundo afastando a alegria de ter educado uma filha?
Aprendi a seguir em frente e num respirar fundo e constante, converso com os  mesmos Anjos que a trouxeram para meus braços e meu pedido único e suplicante que ela seja feliz.