Homenagem a Carlos Drummond de Andrade.
... A porta da verdade estava aberta,
mas só deixava passar
meia pessoa de cada vez.
Assim não era possível atingir toda a verdade,
porque a meia pessoa que entrava
só trazia o perfil de meia verdade.
E sua segunda metade
voltava igualmente com meio perfil.
E os meios perfis não coincidiam.
Arrebentaram a porta. Derrubaram a porta.
Chegaram ao lugar luminoso
onde a verdade esplendia seus fogos.
Era dividida em metades
diferentes uma da outra.
Chegou-se a discutir qual a metade mais bela.
Nenhuma das duas era totalmente bela.
E carecia optar. Cada um optou conforme
seu capricho, sua ilusão, sua miopia.
segunda-feira, 31 de outubro de 2011
quarta-feira, 19 de outubro de 2011
PACIÊNCIA I (descobrindo a beleza na música)
Até quando o corpo pede
Um pouco mais de alma
Um pouco mais de alma
A alma que necessita de paciência tem anos incontáveis mas vestindo um corpo com 83 anos que perdeu a força necessária para se sustentar no mundo que pede pressa.
Deixo minha querida mãe esperando o abraço.
Hoje ainda não dei esse tempo, darei amanhã, será?!!! Tempo para perceber
Passamos nosso dia na mesma casa, ela sempre deixando o espaço para a vida que nos acelera. Não exige nada!
Sei as suas dores, o corpo purga anos de um trabalho forçado, realizando aquilo que era seu compromisso de vida.
Ganhar o sustento para educar as duas filhas, sozinha.
Ouvi de uma amiga que estamos na idade de sintonizarmos com a evidência dos anos que se avolumam em nossa pele. Também teremos a necessidade de ter alguém que fará o mesmo papel de cuidar.
O que significa esse cuidar. Sem amor o cuidar desta relação cai no vazio. Podemos dar a comida, sem alimentar.
Dar remédio tira a dor, mas não cura.
Vestir sem embelezar.
Conversar sem prestar atenção aos sentimentos que fluem na lembrança carinhosa de um tempo feliz.
Viver sem vida.
Nosso anciões estão suplicando um pouco de vida e não prestamos atenção pois estamos cansados da correria do nosso dia. Evidente que a vida não para. É o nosso mal.
Enquanto o tempo
Acelera e pede pressa
Acelera e pede pressa
Vou enganando....
Eu me recuso faço hora
Vou na valsa
A vida é tão rara...
Eu me recuso faço hora
Vou na valsa
A vida é tão rara...
Sei que só precisamos um tempo, respirar fundo o nos adaptarmos a realidade do dia
Temos amor para dar, portanto, atendamos as necessidades de nosso grande amor
MÃE.
Possivelmente teremos que verter lágrimas
Enquanto todo mundo
Espera a cura do mal
E a loucura finge
Que isso tudo é normal
Eu finjo ter paciência...
O mundo vai girando
Cada vez mais veloz
A gente espera do mundo
E o mundo espera de nós
Um pouco mais de paciência...
Será que é tempo
Que lhe falta para perceber?
Será que temos esse tempo
Para perder?
E quem quer saber?
A vida é tão rara
Tão rara...
Mesmo quando tudo pede
Um pouco mais de calma
Até quando o corpo pede
Um pouco mais de alma
Eu sei, a vida não para
A vida não para não...
Será que é tempo
Que lhe falta para perceber?
Será que temos esse tempo
Para perder?
E quem quer saber?
A vida é tão rara
Tão rara...
Mesmo quando tudo pede
Um pouco mais de calma
Até quando o corpo pede
Um pouco mais de alma
Eu sei, a vida não para
A vida não para...
A vida não para...
(Lenine)
<iframe width="420" height="315" src="http://www.youtube.com/embed/sXmWAOIWg3w" frameborder="0" allowfullscreen></iframe>
Espera a cura do mal
E a loucura finge
Que isso tudo é normal
Eu finjo ter paciência...
O mundo vai girando
Cada vez mais veloz
A gente espera do mundo
E o mundo espera de nós
Um pouco mais de paciência...
Será que é tempo
Que lhe falta para perceber?
Será que temos esse tempo
Para perder?
E quem quer saber?
A vida é tão rara
Tão rara...
Mesmo quando tudo pede
Um pouco mais de calma
Até quando o corpo pede
Um pouco mais de alma
Eu sei, a vida não para
A vida não para não...
Será que é tempo
Que lhe falta para perceber?
Será que temos esse tempo
Para perder?
E quem quer saber?
A vida é tão rara
Tão rara...
Mesmo quando tudo pede
Um pouco mais de calma
Até quando o corpo pede
Um pouco mais de alma
Eu sei, a vida não para
A vida não para...
A vida não para...
(Lenine)
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PACIÊNCIA II
Família, um grupo de pessoas reunidas pela lei da vida que se permitem conviver como se o amor fosse uma obrigação. Será?
Construímos um ninho de amor, filhos, pais, amigos. Nos abraçamos, enlaçados num projeto de felicidade e até conseguimos construir nosso mundo cor de rosa, caminhando de mãos dadas .
O tempo é o remédio para a harmonização de nossas tristezas, mal entendidos e mágoas. Ontem quase chorei ao ouvir acusações desagradáveis, palavras que machucaram o meu coração, proferidas por uma pessoa que amo. O quase chorei, tirou-me o sono, fez doer meu estômago e criou em minha mente mil projetos de vingança. Humana, tentei de todas as formas colocar um distanciamento numa convivência cheia de agressões gratuitas.
Impossível distanciar, o amor incondicional que nutrimos é um remédio eficaz contra qualquer mágoa que se possa ter por um familiar.
Deus ao nos enviar o seu filho com as orientações sobre o amor, abriu a porta da paciência e cá estamos a praticar a Lei do Amor, refazendo rotas, vamos nos aproximando, retirando sensações, enfim nos espelhando nos infortúnios do mundo para agradecer o aprendizado do "Não Julgar", e não julgando nada temos a PERDOAR.
A porta da paciência é larga e nela podemos passar com todas as nossas mágoas, deixa-las ao relento para o tempo nos prover de atitudes mais positivas, nos protegendo dos arrependimentos.
Continuamos fortalecidos para reverenciar o amanhecer, vivos neste plano e em condições de nos aproximar um pouco mais da PAZ.
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Construímos um ninho de amor, filhos, pais, amigos. Nos abraçamos, enlaçados num projeto de felicidade e até conseguimos construir nosso mundo cor de rosa, caminhando de mãos dadas .
O tempo é o remédio para a harmonização de nossas tristezas, mal entendidos e mágoas. Ontem quase chorei ao ouvir acusações desagradáveis, palavras que machucaram o meu coração, proferidas por uma pessoa que amo. O quase chorei, tirou-me o sono, fez doer meu estômago e criou em minha mente mil projetos de vingança. Humana, tentei de todas as formas colocar um distanciamento numa convivência cheia de agressões gratuitas.
Impossível distanciar, o amor incondicional que nutrimos é um remédio eficaz contra qualquer mágoa que se possa ter por um familiar.
Deus ao nos enviar o seu filho com as orientações sobre o amor, abriu a porta da paciência e cá estamos a praticar a Lei do Amor, refazendo rotas, vamos nos aproximando, retirando sensações, enfim nos espelhando nos infortúnios do mundo para agradecer o aprendizado do "Não Julgar", e não julgando nada temos a PERDOAR.
A porta da paciência é larga e nela podemos passar com todas as nossas mágoas, deixa-las ao relento para o tempo nos prover de atitudes mais positivas, nos protegendo dos arrependimentos.
Continuamos fortalecidos para reverenciar o amanhecer, vivos neste plano e em condições de nos aproximar um pouco mais da PAZ.
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terça-feira, 11 de outubro de 2011
O caminho da maturidade.
Cada vez mais fico entulhada de assuntos e lembranças desconectada com a proposta do nosso mundo atual.
Penso ter um acervo de lembranças felizes: os acontecimentos, pessoas, atividades e amores. Tudo passou e na saudade meu prisma é de tristeza, pois gostaria de reviver aqueles momentos para sempre.
No espicha e encolhe das lembranças, me sinto incapacitada para refazer o roteiro da felicidade. Minha percepção do mundo esta diferente ou eu mudei? Claro que sofri as consequências de uma vida inteira de atividades múltiplas e agora busco o caminho de volta, mas estou sem rota.
Ouço sempre: vida é para a frente!
Busco recolher os fragmentos de um tempo, eu sei, na verdade estou desperdiçando minha energia. Necessito me despedir do que fui e continuar alinhando o pensamento apenas nas melhores lembranças.
Naquele tempo, lá atrás no curso médio, quando fui escolhida pela turma como a escritora favorita do jornal da escola, sabia perceber o que os colegas apreciavam ler. Espremia o meu cérebro para compor um poema ou mesmo uma crônica, agulhando com perspicácia assuntos que despertavam a consciência dos colegas, ansiosos pela chance de expressarem livremente.
Hoje, sinto dificuldade em associar idéias até mesmo para escrever um memorando curtinho. Onde ficou a escritora promissora, a futura jornalista? Mudou de galáxia, ou escondida no escuro da alma, com saudade de si mesma, ressentida e com vergonha por ter deixado que o talento se perdesse no tempo.
Vai por ai uma lista de talentos abandonados, sim existiam muitos outros, e isso é o que causa um saudosismos inquietante, com gosto amargo, envenenando o presente confundindo a imagem refletida no espelho.
Aprender a despedir,... de quem e do que?
Penso:
"O fato de ter na memória o próprio potencial nos capacita a reviver de uma outra forma. Nossos talentos são conquistas pessoais e instransferíveis."
Respiro fundo, abro o baú do tempo e retiro a jovem talentosa e sem compromissos, cheia de poesia em sua alma, assumo o feito! Sem ressentimentos ou vergonha permito que as palavras se derramem sobre o papel.
Me despeço da jovem fantasma e sem medo encaro o espelho do tempo e o que vejo é uma amiga, que ensinou-me e liberdade de pensar, o encontro com o impossível desafio aos preconceitos. Assim, consciente de ter dominado a arte de ser livre, continuarei pela vida!
Novamente respiro fundo e buscarei reescrever os antigos poemas, sem medo de ser criticada, escreverei com o meu coração pois é assim que me reconheço!
Aprendo a me despedir. Aqui dentro tem um ser espiritual, eternizando a juventude, capaz de ir por outra rota: o caminho da maturidade.
Penso ter um acervo de lembranças felizes: os acontecimentos, pessoas, atividades e amores. Tudo passou e na saudade meu prisma é de tristeza, pois gostaria de reviver aqueles momentos para sempre.
No espicha e encolhe das lembranças, me sinto incapacitada para refazer o roteiro da felicidade. Minha percepção do mundo esta diferente ou eu mudei? Claro que sofri as consequências de uma vida inteira de atividades múltiplas e agora busco o caminho de volta, mas estou sem rota.
Ouço sempre: vida é para a frente!
Busco recolher os fragmentos de um tempo, eu sei, na verdade estou desperdiçando minha energia. Necessito me despedir do que fui e continuar alinhando o pensamento apenas nas melhores lembranças.
Naquele tempo, lá atrás no curso médio, quando fui escolhida pela turma como a escritora favorita do jornal da escola, sabia perceber o que os colegas apreciavam ler. Espremia o meu cérebro para compor um poema ou mesmo uma crônica, agulhando com perspicácia assuntos que despertavam a consciência dos colegas, ansiosos pela chance de expressarem livremente.
Hoje, sinto dificuldade em associar idéias até mesmo para escrever um memorando curtinho. Onde ficou a escritora promissora, a futura jornalista? Mudou de galáxia, ou escondida no escuro da alma, com saudade de si mesma, ressentida e com vergonha por ter deixado que o talento se perdesse no tempo.
Vai por ai uma lista de talentos abandonados, sim existiam muitos outros, e isso é o que causa um saudosismos inquietante, com gosto amargo, envenenando o presente confundindo a imagem refletida no espelho.
Aprender a despedir,... de quem e do que?
Penso:
"O fato de ter na memória o próprio potencial nos capacita a reviver de uma outra forma. Nossos talentos são conquistas pessoais e instransferíveis."
Respiro fundo, abro o baú do tempo e retiro a jovem talentosa e sem compromissos, cheia de poesia em sua alma, assumo o feito! Sem ressentimentos ou vergonha permito que as palavras se derramem sobre o papel.
Me despeço da jovem fantasma e sem medo encaro o espelho do tempo e o que vejo é uma amiga, que ensinou-me e liberdade de pensar, o encontro com o impossível desafio aos preconceitos. Assim, consciente de ter dominado a arte de ser livre, continuarei pela vida!
Novamente respiro fundo e buscarei reescrever os antigos poemas, sem medo de ser criticada, escreverei com o meu coração pois é assim que me reconheço!
Aprendo a me despedir. Aqui dentro tem um ser espiritual, eternizando a juventude, capaz de ir por outra rota: o caminho da maturidade.
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