Dizem que a
dor é a fonte das virtudes e que só a partir dela temos consciência da
felicidade. Dizem ainda que a dor aprimora nossos ímpetos de selvageria primitiva
e nos reanima na organização do eu interior. Se esses são caminhos para o
encontro com a verdade, como, quando e onde surgiu o primeiro sintoma que se
denomina DOR?
Nossa
dúvida a respeito da criação da dor é tão grande quanto à dúvida sobre a existência
da felicidade.
Se a
felicidade, para alguns, significa ausência de dor ou se ..., a dor significa
ausência da felicidade. Como podemos ordenar nossas ideias se não aprendemos
como curar a dor?
Na hora do
encontro com a dor temos o dever de aprender como curá-la. Sempre esperamos que
alguém cure a nossa dor e foi assim que a humanidade começou a evoluir. É
verdade, só começamos a evoluir a partir da necessidade de amenizar a dor,
nossa ou dos entes queridos.
Subimos as
montanhas buscando alimentos para curar a dor da fome.
Velejamos
mares desconhecidos procurando climas mais amenos para curar a dor do frio ou
do calor escaldante.
Buscamos
novas nascentes de agua para matar a dor da sede.
Buscamos florestas,
organizamos moradias coletivas, planejando a vida familiar para ter o aconchego
nos momentos da dor.
Ações,
planos, formas acrescentadas aos dias prevenindo estratégias e arsenais que se
transformassem em proteção contra a possibilidade de sentirmos as várias dores,
do corpo e da alma.
Nessa busca
permanente conseguimos encontrar o nosso conceito de felicidade ou a “ausência
de dor”, nos sentindo um pouco mais protegidos.
Ficamos
diferentes, nos civilizamos e quanto mais civilizados algo acontecia, a dor,
esse fantasma, também evoluía, arruinando as nossas tentativas de derrota-la.
Novas dores
a cada dia!
Cansados,
permitimos que ela nos dominasse e nos tornamos tristes, doentes e
desesperados. A dor não era mais só minha ou dos entes queridos. Ela se
alastrava como praga, em todos os lugares, mesmo no alto das montanhas ou em
terras distantes. Ela se antecipava a todas as ações e dominava as
civilizações.
Afastar a
dor, tarefa impossível; ser feliz, tentativa vã.
Encontrar
novas fórmulas, novas estratégias, novo ânimo: incapazes? E agora? Onde
começar?
Repetidas
tentativas e nada!
Na ânsia
pela felicidade, buscamos em Deus, uma última tentativa!
Onde o
encontrar? Será Deus um lugar? Será Deus uma montanha, um lago, um mar?
Todas as
dores se acalmarão ou será que serão curadas para sempre?
Deus, um
ser.
Deus, um
lugar.
Deus,
Deus, e também ...
Deus sou
eu.
Pelo
espírito denominado PRINCIPE DO LUAR - Psicografado por Lina em 09/06/1996


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